- Morreu, em Lisboa, aos 98 anos, o artista plástico, arquitecto, ilustrador e cartoonista João Abel Manta.
- O seu percurso inclui projetos como o Conjunto Habitacional na Avenida Infante Santo e tapeçarias para a Fundação Calouste Gulbenkian.
- Ficou associado aos contornos da Revolução do 25 de Abril, através de desenhos em formato de cartoon.
- Nasceu em Lisboa a vinte e oito de janeiro de mil novecentos e vinte e oito e licenciou‑se em Arquitectura, antes de mostrar o talento no cartum.
- Teve colaboração com jornais como o Diário de Lisboa e o Diário de Notícias, criando cartazes e ilustrações para campanhas culturais.
João Abel Manta morreu esta sexta-feira, aos 98 anos, em casa, em Lisboa. O anúncio foi feito ao PÚBLICO por uma fonte próxima da família. O artista plástico, arquitecto, ilustrador e cartoonista deixa um legado multidisciplinar na criação portuguesa.
Ao longo da vida, Manta destacou-se em múltiplas áreas. Contribuiu para o projecto do Conjunto Habitacional na Avenida Infante Santo e criou desenhos para as tapeçarias do Salão Nobre da Fundação Calouste Gulbenkian. Ilustrou ainda obras como A Cartilha do Marialva.
Nascido em Lisboa a 28 de Janeiro de 1928, vindo de uma família de pintores, seguiu Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Iniciou a colaboração com a imprensa portuguesa poucos anos depois da conclusão dos estudos.
A sua obra mais marcante está ligada à Revolução do 25 de Abril. Através de cartoons, Manta desenhou os contornos daquele momento histórico e ganhou relevo ao longo das décadas como figura associada à defesa da democracia.
O início da década de 1970 define um ponto alto da sua produção jornalística. Manta participava ativamente em campanhas culturais e políticas, associado ao ambiente público de mudança que se vivia em Portugal.
Segundo a mesma fonte da família, Manta manteve-se ativo criativamente, mesmo depois de ter reduzido a exposição pública. O artista deixa um conjunto de trabalhos que atravessam décadas da cultura portuguesa.
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