- Maria João Pires, aos 81 anos, é uma das maiores pianistas da atualidade e vive longe dos palcos, em Belgais, Castelo Branco.
- A entrevista destaca a sua veia rebelde desde sempre e a resistência às expectativas da época para uma mulher.
- Refere que a pressão e as expectativas podem destruir a liberdade, especialmente num percurso artístico intenso.
- Aborda a maternidade sem romantização, no contexto de uma vida dedicada à música e a um ambiente que não acomodava essa dupla entrega.
- O artigo, na Máxima, aborda temas como infância, ensino, interpretação, ego, fé, envelhecimento e felicidade.
Pianista Maria João Pires revela, em entrevista à Máxima, que desejava ter filhos, mas sente que nunca devia ter estado casada nem ligado a alguém. Aos 81 anos, está afastada dos palcos e vive em Belgais, Castelo Branco, onde encontrou um tempo diferente para ouvir e perceber a música.
A artista descreve uma vida marcada pela transgressão e pela busca de liberdade, desde cedo. Recorda pressões e expectativas que, na sua perspetiva, podem limitar a liberdade criativa e pessoal de uma mulher do seu tempo.
A conversa aborda temas como infância, ensino musical, interpretação e ego, bem como fé e envelhecimento. A maternidade surge sem romantização, enquadrada pelas exigências de uma carreira artística exigente e por contextos que não favoreceram uma dupla entrega.
Entre memórias e reflections, a pianista partilha a visão de que a felicidade está ligada a uma harmonia entre esforço, escolha pessoal e o modo como se vive a música ao longo da vida. A entrevista está disponível na edição da Máxima.
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