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Dois dirigentes da Federação Guineense de Futebol suspeitos de desvio

Dois dirigentes da FFGB são investigados por desvio de 183,3 milhões CFA no fretamento de avião para a seleção de São Tomé e Príncipe; medidas de coação aplicadas

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  • Dois altos dirigentes da Federação de Futebol da Guiné-Bissau estão sob investigação por suspeitas de desvio de cento e oitenta e três milhões de francos CFA (cerca de duzentos e setenta e nove mil euros) de fundos da FFGB.
  • A Procuradoria-geral da República afirma que os aludidos dirigentes são constituidos suspeitos de administração danosa, abuso de confiança e falsificação de documentos, no âmbito do caso relativo ao fretamento de avião para a seleção de São Tomé e Príncipe.
  • A imprensa desportiva local aponta que quem está sob suspeita é o presidente da FFGB, Carlos Teixeira, e o primeiro vice-presidente, Celestino Gonçalves; ambos foram ouvidos no Gabinete de Luta Contra a Corrupção e Delitos Económicos.
  • O presidente terá de manter-se no país e apresentar caução de oitenta e dois milhões e oitocentos mil francos CFA (cento e vinte e seis mil euros) dentro de dez dias; o vice-presidente recebeu Termo de Identidade e Residência.
  • O Ministério Público investiga se a verba disponibilizada pelo Governo para o fretamento do avião que levou a seleção de São Tomé e Príncipe a Guiné-Bissau foi utilizada para fins diferentes do inicialmente previsto, com o caso a ter sido reaberto em março passado.

Dois dirigentes da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) estão a ser investigados por alegado desvio de 183 milhões de francos CFA (aprox. 279 mil euros). A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou a investigação, sem divulgar nomes. A imprensa desportiva aponta o presidente da FFGB, Carlos Teixeira, e o primeiro vice-presidente, Celestino Gonçalves, como constituidos suspeitos.

Segundo a PGR, ambos foram ouvidos como suspeitos de administração danosa, abuso de confiança e de falsificação de documentos, no âmbito do alegado desvios no caso do fretamento de avião para a seleção de São Tomé e Príncipe. O presidente da FFGB ficou obrigado a permanecer no país, com caução de 82,8 milhões de FCFA, enquanto o vice-presidente recebeu apenas Termo de Identidade e Residência.

Contexto do caso

O Ministério Público aponta que a verba pública serviu para fretar o avião que transportou a seleção são-tomense para Guiné-Bissau, no jogo da fase de qualificação para a CAN 2023, realizado apenas em 2024 na Costa do Marfim. O encontro ocorreu em Bissau, após o veto da CAF ao estádio de São Tomé e Príncipe.

O inquérito foi aberto em 2024 para apurar se os fundos foram usados para fins diferentes do fretamento. O processo já passou por arquivamento, reabertura em março, com novos elementos probatórios fornecidos pela Polícia Judiciária em cooperação com a Interpol. Várias testemunhas da FFGB foram ouvidas.

Carlos Teixeira participou, em cerimónia de apresentação do Centro Técnico das seleções, de declarações sobre manter a projeção do futebol guineense no mais alto nível, enfatizando que a Guiné-Bissau pertence a todos os seus cidadãos.

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