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Bastonário dos Enfermeiros pide que a saúde deixe de ser campo político

Bastonário pede estabilidade na saúde, afastar campo político e defender maior autonomia dos enfermeiros, incluindo a prescrição de serviços

Ordem dos Enfermeiros
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  • O bastonário Luís Filipe Barreira pediu estabilidade na saúde, afirmando que não pode continuar a ser um campo de disputa política.
  • O pedido foi feito em Gondomar, durante o VII Congresso dos Enfermeiros, com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e do diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde, Álvaro Almeida.
  • Barreira atribuiu a Montenegro a medalha de Ouro da Ordem dos Enfermeiros, destacando a necessidade de um pacto para a saúde e de diálogo construtivo.
  • A Ordem defende enfermeiro de família para todos os utentes, vendo-o como referência para o acompanhamento ao longo da vida e para melhorar a gestão da doença crónica e a intervenção domiciliária.
  • Defende a prescrição por enfermeiros e a implementação da prática de enfermagem avançada em Portugal, esperando que o acordo coletivo entre Governo e sindicatos traga mais justiça no trabalho.

O bastonário da Ordem dos Enfermeiros pediu estabilidade para a área da saúde, afirmando que não pode ser campo de disputa política. A intervenção ocorreu durante o VII Congresso dos Enfermeiros, realizado em Gondomar, no distrito do Porto, na sexta-feira.

Barreira elogiou a iniciativa do Presidente da República de promover um Pacto para a Saúde, destacando a necessidade de reformas com visão de longo prazo e sem ciclos políticos. O líder associativo também sublinhou que a saúde precisa de um espaço de compromisso.

No evento, que contou com a presença do primeiro-ministro Luís Montenegro, da ministra da Saúde Ana Paula Vitorino e do diretor-executivo do SNS Álvaro Almeida, o bastonário defendeu uma parceria saudável entre governação e profissionais.

Contexto e propostas centrais

O bastonário propôs tornar a saúde um espaço de diálogo e de soluções úteis para o país, atribuindo ao primeiro-ministro reconhecimento pela condução da sessão e oferecendo a medalha de Ouro da Ordem dos Enfermeiros a Montenegro.

A defesa principal incidiu na implementação de enfermeiro de família para todos os utentes, com autonomia para gestão de saúde primária, promoção da saúde e coordenação de cuidados ao longo da vida.

Autonomia profissional e prescrição

Barreira afirmou que a autonomia dos enfermeiros não é fim em si, mas ferramenta para reduzir barreiras, poupar tempo e evitar deslocações às urgências. A prescrição por enfermeiros foi apresentada como prioridade, essencial para responder a pressões no sistema.

Foi defendida a prática de enfermagem avançada em Portugal, com maior autonomia clínica, consultas estruturadas e papel reforçado na gestão de doenças crónicas e agudas, bem como na coordenação de casos complexos e no apoio técnico.

Perspetiva sobre o acordo coletivo

Sobre o acordo coletivo em negociação entre Governo e sindicatos, o bastonário afirmou que o objetivo é promover maior justiça e igualdade na organização do trabalho na enfermagem, contribuindo para uma resposta mais eficaz do sistema de saúde.

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