- Uma das juízas que tramitaram o processo movido por José Sócrates contra a justiça portuguesa tinha, antes da magistratura, passado pelo gabinete do antigo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão, numa altura em que Sócrates era primeiro-ministro.
- A notícia descreve a justice administrativa e fiscal como uma das áreas mais lentas em Portugal, com reparos frequentes de relatórios oficiais.
- As regras do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos são mencionadas como fator que pode dificultar a apresentação de queixas sobre atrasos.
- O caso envolve o contexto da Operação Marquês e a alegação de lentidão na justiça portuguesa por parte de José Sócrates.
Uma juíza que tramita o processo em que José Sócrates reclama da lentidão da justiça em Portugal esteve, antes de ingressar na magistratura, ao serviço do gabinete do antigo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão, numa época em que o então primeiro-ministro era Sócrates.
A Justiça administrativa e fiscal é, segundo relatórios da Comissão Europeia, uma das mais demoradas do país. As queixas são por vezes dificultadas por regras do Tribunal Europeu dos Direitos Humano.
No processo relacionado com o ex-primeiro-ministro, o agora principal arguido é José Sócrates. A ligação entre a passagem da juíza pelo gabinete e o caso é o foco da notícia, sem afirmações sobre o mérito judicial.
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