- Kouri Richins foi condenada à pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade pelo homicídio do marido, ocorrido em 2022 no Utah.
- Foi considerada culpada de homicídio agravado por ter misturado, no cocktail do marido, cinco vezes a dose letal de fentanil, além de fraude de seguros, falsificação e tentativa de homicídio.
- O júri ficou ainda a saber que Richins planeava um futuro com outro homem, abriu várias apólices de seguro de vida sem o conhecimento do marido e herdaria mais de quatro milhões de dólares.
- Os filhos do casal, com nove, sete e cinco anos na altura, expressaram insegurança caso a mãe saísse da prisão; o avô pediu a condenação perpétua.
- O julgamento terminou mais cedo do que o previsto, com a defesa alegando insuficiência de provas; Richins afirmou que o veredito é uma “mentira absoluta” e pediu aos filhos que não desistissem dela.
Kouri Richins, autora de um livro infantil sobre o luto, foi condenada à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade pelo homicídio do marido, Eric Richins, ocorrido em 2022 na sua casa perto de Park City, Utah. A condenação foi anunciada por um juiz local, após o veredito do júri.
Richins foi considerada culpada de homicídio agravado por ter misturado no cocktail do marido uma dose de fentanil acima do nível letal. O júri ainda a declarou culpada de quatro crimes adicionais, entre eles fraude de seguros, falsificação e tentativa de homicídio, por ter envenenado o marido semanas antes com uma sanduíche.
O juiz afirmou que Richins é demasiadamente perigosa para sair em liberdade. A promotoria apontou que a mulher tinha dívidas elevadas, planos de futuro com outro homem e emitiu várias apólices de seguro de vida sem o conhecimento do marido, esperando herdar mais de 4 milhões de dólares.
Os filhos do casal tinham nove, sete e cinco anos à altura da morte do pai. O avô parental e familiares destacaram que a sentença visa proteger as crianças de novo sofrimento, já que a mãe foi considerada autora do homicídio.
Assistentes sociais leram cartas dos filhos, nos quais expressaram sentir-se inseguros com a possível saída da mãe. Um deles descreveu o impacto da morte do pai e da ganância associada ao crime, segundo documentos apresentados no julgamento.
Os advogados de Richins anunciaram recurso da condenação e da pena, enquanto a defesa argumentou falta de provas suficientes para confirmar o homicídio. O processo ocorreu mais rápido do que o previsto, sem uso de testemunhas adicionais pela defesa.
Durante o julgamento, os promotores mostraram mensagens entre Richins e o amante, sugerindo planos de separação milionária, bem como o histórico de pesquisas do telemóvel da ré, incluindo buscas sobre doses letais de fentanil e detalhes de certidões de óbito.
O caso ganhou notoriedade entre fãs de crimes reais quando Richins foi detida em 2023, enquanto promovia o livro infantil que aborda a perda do pai. A decisão de hoje eleva o caso a um marco de jurisprudência local.
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