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Tráfico de droga e cibercriminalidade são os crimes mais comuns nos Açores

Polícia Judiciária aponta tráfico de drogas e cibercrime como crimes mais frequentes nos Açores, com quase duplicação de efectivos e aumento de apreensões de heroína e cocaína

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  • Tráfico de drogas e cibercriminalidade são os crimes mais frequentes nos Açores e preocupam a Polícia Judiciária (PJ).
  • A PJ quase duplicou o número de efetivos nas ilhas, com a integração de ex-funcionários dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras.
  • Há um ressurgimento da heroína na região, com inúmeras apreensões que superam o total de todo o ano anterior; a cocaína também tem chegado à região, principalmente via embarcações de recreio.
  • Existem redes de tráfico entre Lisboa e os Açores que têm sido desmanteladas, embora o combate envolva estruturas pequenas e contínuo surgimento de novas redes.
  • O Grupo de Trabalho da Assembleia Legislativa visa avaliar a eficácia do modelo de segurança interna e propor melhorias à realidade arquipélaga.

O tráfico de drogas e a cibercriminalidade são os crimes mais frequentes nos Açores e que mais inquietam a Polícia Judiciária (PJ). A instituição quase duplicou o seu número de efetivos nas ilhas para fazer face ao aumento da criminalidade.

Numa audição em Ponta Delgada, Renato Furtado, coordenador da PJ nos Açores, afirmou que nunca se viu tanta cocaína apreendida em Portugal e na Europa como nos últimos anos. A região tem registado resultados recorde no que toca a apreensões.

Segundo o responsável, além da cocaína que chega aos Açores maioritariamente por embarcações de recreio, a PJ tem desmantelado redes de tráfico de heroína que voltaram a surgir na região, sobretudo em São Miguel e na Terceira. O volume de heroína tem aumentado.

O coordenador salientou que o número de apreensões de heroína já supera em muito o total de 2025. Existem também pequenas redes que operam entre Lisboa e os Açores, que vão sendo desmontadas, mas o combate permanece difícil perante o espaço que essas redes ocupam.

A PJ, que integrou ex-funcionários dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), também tem de lidar com o crescimento da cibercriminalidade na região. Os crimes emergem via telemóveis e redes sociais, lesando vítimas em compras e património.

Renato Furtado enfatizou que não há, nos Açores, casos graves de crimes violentos, embora haja uma perceção de maior insegurança por causa da repetição de acontecimentos nas redes sociais. Dois homicídios consumados por ano, na região, não são considerados alarmantes, segundo o responsável.

O Grupo de Trabalho da Assembleia Legislativa dos Açores, criado para avaliar a segurança interna, pretende recomendar melhorias efetivas adaptadas ao arquipélago. O parlamento açoriano tem 57 deputados, representando oito forças políticas.

Fontes: Polícia Judiciária, audição em Ponta Delgada.

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