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Teerão ameaça EUA com derrota se rejeitarem proposta de paz

Teerão avisa que os EUA devem aceitar a proposta de paz; sem isso, haverá repetição de derrotas no campo de batalha e resposta decisiva iraniana

Irão
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  • O porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, disse que os EUA devem esperar repetição das suas derrotas passadas no campo de batalha se não aceitarem a proposta de paz de Teerão, com uma resposta “decisiva e final”.
  • Talaei-Nik acrescentou que, se não forem alcançados direitos razoáveis, o inimigo não se livrará do “pântano” em que está preso, e que agressões futuras serão respondidas de forma firme.
  • O presidente do Irão, Massoud Pezeshkian, afirmou que a via mais racional é avançar para a vitória no campo de batalha por via de negociações com os Estados Unidos, apesar de as conversações estarem paralisadas.
  • O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, disse que não há alternativa ao fim da guerra senão a aceitação da proposta iraniana, alertando que outras opções levariam apenas a fracassos.
  • Os EUA e o Irão mantêm contacto através da mediação do Paquistão, com o bloqueio do Estreito de Ormuz e a apreensão de navios iranianos nos últimos dias a complicarem as negociações em Islamabad.

Nesta quarta-feira, o Irão avisou os EUA de que devem aceitar a sua proposta de paz, sob o risco de enfrentar uma repetição das derrotas no terreno. O porta-voz do Ministério da Defesa, Reza Talaei-Nik, afirmou que falhas diplomáticas levam a consequências militares decisivas e finais. A televisão estatal Press TV citou ainda a atuação das Forças Armadas iranianas como demonstração de determinação.

Talaei-Nik indicou que, se Washington não ceder aos direitos considerados razoáveis, o inimigo não conseguirá livrar-se do que descreveu como o “pântano” em que se encontra. O porta-voz associou a retirada de navios norte-americanos da zona a uma prova de capacidade de resposta.

O Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou na terça-feira que a via mais racional envolve avançar para uma vitória no terreno através de negociações com os EUA, mesmo com as conversações em curso estagnadas. O objetivo seria encerrar o conflito de forma favorável a Teerão, segundo o líder.

O Presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, repetiu que não há alternativa além de aceitar a proposta iraniana, advertindo que outras opções levariam a repetidos fracassos. Trump, por sua vez, classificou o documento de Teerão como inaceitável.

Os Estados Unidos e o Irão mantêm um processo de diálogo mediado pelo Paquistão, apesar de divergências que impediram um segundo encontro em Islamabad. A primeira reunião presencial ocorreu após o cessar-fogo assinado a 8 de abril, e foi prorrogado.

As negociações em Islamabad são afetadas por tensões regionais, incluindo o bloqueio do Estreito de Ormuz e ações de apreensão de navios iranianos pelos EUA. Teerão considera estas ações uma violação do cessar-fogo, dificultando o diálogo.

Apesar das dificuldades, há manter contato entre as partes através da mediação paquistanesa. A escalada de confrontos começou com ataques dos EUA e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro, levando a retaliações regionais.

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