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PSD/CDS apresentam planos para atrair jovens às Forças Armadas com apoio do PS

PS viabiliza resoluções do PSD/CDS para programa de voluntariado juvenil na Defesa Nacional, com 439 euros e carta de condução gratuita, gerando críticas

Forças armadas
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  • As resoluções do PSD e do CDS para atrair jovens para as Forças Armadas vão ser viabilizadas pelo PS, com o Chega a classificar Nuno Melo de “ministro mais socialista”.
  • O programa proposto prevê um voluntariado jovem para a Defesa Nacional com duração de três a seis meses, para jovens entre 18 e 23 anos, com uma retribuição única de 439 euros e a possibilidade de obtenção gratuita da carta de condução.
  • Durante o debate, o deputado socialista Frederico Francisco afirmou que o PS não fecha portas, embora tenha dúvidas se as propostas respondem aos problemas de fundo do setor; Bruno Ventura, do PSD, destacou o impacto da invasão da Ucrânia e defendeu um modelo de voluntariado cívico-militar de curta duração.
  • A resolução inclui o programa denominado “Mente forte” sobre saúde mental, inspirado em práticas da NATO; a antiga ministra Mariana Vieira da Silva criticou o nome e o estigma associado à saúde mental.
  • O Chega criticou o conteúdo das resoluções, apontando que podem atrair apenas jovens economicamente carenciados; o Livre e o PCP também comentaram sobre prioridades e efeitos potenciais das medidas.

As resoluções do PSD e CDS para atrair jovens para as Forças Armadas vão receber viabilização do PS na sessão desta quarta-feira. O objetivo é criar um programa de voluntariado jovem na Defesa Nacional com duração entre três e seis meses para cidadãos entre os 18 e 23 anos. O programa prevê uma retribuição única de 439 euros e a possibilidade de obter gratuitamente a carta de condução.

O debate foi marcado por posições distintas. O deputado socialista Frederico Francisco reconheceu a necessidade de maior envolvimento da sociedade com as Forças Armadas, sem fechar portas, mas questionou se as soluções propostas respondem aos problemas de fundo do setor. Aguardam-se esclarecimentos sobre o ganho efetivo para as Forças Armadas.

Bruno Ventura, do PSD, explicou que a invasão da Ucrânia obriga a reavaliar o modelo de relação com as Forças Armadas e defendeu um programa cívico-militar voluntário de curta duração, com liberdade de escolha. A ideia busca oferecer aos jovens uma opção informada, com carta de condução e valorização curricular para acesso a forças armadas e de segurança.

O programa inclui ainda um eixo de saúde mental designado Mente Forte, inspirado em práticas da NATO, que, na visão do PSD, pode reduzir baixas entre militares. A antiga ministra Mariana Vieira da Silva criticou o nome, alegando que o estigma ainda atrapalha a luta contra questões psíquicas, que não definem força nem fraqueza.

O Chega criticou o conteúdo das resoluções, com Sandra Ribeiro a alertar para o risco de atrair apenas jovens com carência económica. O líder parlamentar Pedro Pinto também apontou a ausência de membros do Governo no debate proposto pelos dois partidos.

Do lado do Bloco de Esquerda, a líder parlamentar Isabel Mendes Lopes questionou a prioridade dada ao tema e apontou que o Conceito Estratégico de Defesa Nacional não é revisto desde 2013. O PCP, através de Alfredo Maia, criticou as resoluções, afirmando que PSD e CDS avançam medidas pouco solicitadas pelo país e que não resolvem problemas estruturais.

Pelos vistos, o debate envolve questões de custo, eficácia e disponibilidade de mão de obra para as Forças Armadas, com diferentes perspetivas sobre como tornar o serviço mais atrativo e útil para os jovens e para o conjunto do setor de defesa. As votações sobre o tema deverão seguir os próximos passos no parlamento.

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