- Ministério Público mantém pedido de sete anos de prisão, multa de trezentos mil euros e cinco anos de inelegibilidade política para Nicolas Sarkozy.
- Recurso apresentado pelo ex-Presidente manteve o conjunto de acusações, sem alterações ao pedido original.
- Procuradores descrevem Sarkozy como instigador do alegado pacto de corrupção que teria viabilizado o financiamento líbio à campanha de 2007.
- O julgamento segue com alegações finais das defesas; a decisão está prevista para 30 de novembro.
- Em setembro de 2025, Sarkozy foi considerado culpado de associação criminosa, com pena de cinco anos de prisão efetiva; recorreu da decisão.
O Ministério Público manteve, este ano, o pedido de sete anos de prisão para Nicolas Sarkozy no processo de alegado financiamento líbio da campanha de 2007. A pena inclui também uma multa de 300 mil euros e cinco anos de inelegibilidade política. O recurso do ex-Presidente iniciou em março e terminou hoje, sem alteração na acusação.
Durante três dias de audiências finais, o procurador Rodolphe Juy-Birmann reiterou que Sarkozy deve ser punido com todo o rigor da lei, afirmando que o ex-Presidente foi o instigador do acordo de corrupção que sustenta o alegado financiamento líbio. A defesa contestou as acusações, mantendo a inocência.
Situação atual e perspetivas
O tribunal deverá emitir a decisão final até 30 de novembro. Caso haja nova condenação, o ex-Presidente poderá recorrer. Outras alegações já tinham resultado em veredito anterior, com Sarkozy a cumprir uma condenação de cinco anos de prisão efetiva, embora tenha sido libertado provisoriamente para aguardar recurso.
Até ao momento, Sarkozy sustenta que não houve financiamento líbio nem enriquecimento ligado ao seu mandato. A defesa afirma que não houve qualquer tentativa de obter apoio financeiro da Líbia e que a eleição não foi comprada. O processo continua sem desfecho definitivo.
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