- A romancista Katie Kitamura afirma, na entrevista à Audição, que a maternidade é uma enorme maquinaria cultural de expectativas e modelos.
- Indica a influência de autores como Sebald e Marías na sua maneira de pensar.
- Aborda a ideia de performance no quotidiano e faz referência às “mães perfeitas de Brooklyn”.
- Descreve a sua fala como pausada, com reformulações e dedicando tempo a suspender ideias.
- O cenário de fundo, com o Tejo e uma tarde cinzenta, acompanha as reflexões sobre percepção e representação.
Numa entrevista publicada na secção Audição, Katie Kitamura analisa a maternidade como uma maquinaria cultural de expectativas e modelos. A romancista discute como as relações íntimas podem revelar estranheza e questionar visões convencionais.
A autora também comenta a influência de escritores como W. G. Sebald e Javier Marías, destacando como a escrita pode moldar a percepção do quotidiano. A conversa aborda a ideia de performance no dia a dia e como isso se relaciona com a vida familiar.
A conversa decorre numa tarde cinzenta, com o Tejo à vista, num ambiente que ajuda a explorar memórias e episódios pessoais. Kitamura utiliza essas referências para sustentar uma reflexão sobre identidade, tempo e representações.
Ao longo do diálogo, a autora evita explicações rápidas, preferindo manter as ideias em suspensão. O objetivo é oferecer uma perspetiva sobre como a maternidade é representada e percebida na cultura contemporânea, sem firmar conclusões prontas.
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