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Super El Niño este ano: calor recorde, cheias e secas extremas

El Niño pode ser o mais forte já registado, com verões quentes, secas e cheias extremas globais, e previsões menos fiáveis na primavera

Bombeiro combate o incêndio Canyon Fire a 7 de agosto de 2025, em Hasley Canyon, Califórnia
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  • Cientistas alertam para a possibilidade de o mais forte El Niño de registo ocorrer ainda este ano, com impactos globais nas temperaturas e nos padrões de precipitação.
  • Modelos sazonais indicam o desenvolvimento de um episódio a partir de meados do ano, com maior probabilidade de ser intenso, embora as previsões sejam menos fiáveis na primavera.
  • Quando muito intenso, o El Niño pode trazer ondas de calor mais fortes, secas agravadas em algumas regiões e cheias mais intensas noutras, devido ao aumento do calor no Pacífico.
  • O fenómeno tende a reduzir a atividade de furacões no Atlântico, ao sobrepor o calor do Pacífico ao Atlântico; áreas como as Caraíbas podem enfrentar verões mais secos.
  • Observadores esperam temperaturas globais sem precedentes no final deste ano ou no próximo, com possíveis impactos na Amazónia e em ecossistemas globais, dependendo da evolução do El Niño.

O risco de um El Niño extremamente intenso aumenta este ano, com previsões de que o fenómeno possa revelar-se ainda durante a primavera. Modelos sazonais indicam um evento que poderá superar os registos anteriores, influenciando temperaturas e padrões de precipitação a nível global.

A Organização Meteorológica Mundial afirma que um episódio de El Niño pode desenvolver-se a partir de meados deste ano, afetando vários recursos e zonas climáticas. Embora exista confiança no início do fenómeno, as previsões são menos fiáveis na primavera.

El Niño corresponde a um aquecimento natural das águas do Pacífico equatorial que altera fenómenos meteorológicos em todo o mundo. O oposto, La Niña, traz águas mais frias do que a média. Os sinais atuais apontam para a deslocação de calor para a superfície do Pacífico.

O que está a acontecer agora

A atualização sazonal da OMM indica subida rápida das temperaturas da superfície do mar e reforço provável do El Niño nos meses seguintes. Especialistas destacam que o volume de anomalias de calor em profundidade está entre os maiores registados.

O climatologista Daniel Swain, do California Institute for Water Resources, sublinha que o fenómeno pode apresentar-se com grande intensidade, embora ainda não haja confirmação de que será um super El Niño. O termo não é utilizado pela NOAA.

Para Jeff Berardelli, chefe de meteorologia da WFLA-TV, o aquecimento pode provocar fenómenos meteorológicos sem precedentes, incluindo ondas de calor e secas severas, bem como maior humidade que favorece cheias fortes.

Possíveis impactos globais

Nos Estados Unidos, o verão deverá ser mais quente e com ondas de calor significativas, com trovoadas mais frequentes no sudoeste. A América Central e Caraíbas podem enfrentar secas mais intensas durante a estação quente.

A nível da Amazónia, a degradação florestal associada a incêndios e secas já afeta cerca de 40 % da região e pode agravarse em 2026 com El Niño forte. Os impactos globais resultam de uma maior temperatura média ambiental.

O fenómeno tende a aumentar a temperatura global num ou dois anos, segundo Swain, com a possibilidade de registos de calor sem precedentes no fim deste ano ou no próximo. A gestão climática continuará a depender do equilíbrio entre El Niño e La Niña, e das emissões de gases de efeito de estufa, observam cientistas.

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