- O Governo pretende impedir que entidades públicas imponham arbitragem na contratação pública.
- O texto proposto para o Código dos Contratos Públicos visa aumentar a liberdade contratual do Estado.
- O recurso a tribunais arbitrais continua a ser incentivado para desanuviar os tribunais administrativos.
- Nenhum particular ou empresa pode ser excluído da contratação pública por rejeitar a arbitragem.
- O ministro Gonçalo Matias foi ouvido no Parlamento na terça-feira.
O Governo quer impedir que entidades públicas imponham arbitragem na contratação pública, mantendo a arbitragem como opção para resolver conflitos contratuais. O objetivo é desanuviar os tribunais administrativos sem excluir qualquer interveniente da contratação pública.
O debate envolve o Código dos Contratos Públicos proposto pelo executivo, que visa conferir mais liberdade contratual ao Estado. A orientação mantém a arbitragem como mecanismo incentivado, para casos de disputa entre entidades públicas e privados.
Segundo o governo, a arbitragem continua a ser incentivada, mas nenhuma pessoa singular nem empresa poderá ser excluída da contratação pública por rejeitar essa modalidade de resolução de conflitos. A medida não impede participação de privados.
Contexto
O ministro Gonçalo Matias foi ouvido no Parlamento na terça-feira, em audiência informativa. A discussão centrou-se na aplicação prática do código e nos impactos da arbitragem no processo de adjudicação de contratos públicos.
Ainda não há data final definida para a aprovação do código. O governo sustenta que a flexibilização contratual facilita a execução de projetos públicos, sem restringir a participação de concorrentes.
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