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Espanha avalia operação com navio afetado pelo hantavírus

Operação internacional nas Canárias, com a repatrição de 94 pessoas do MV Hondius, é descrita como êxito do multilateralismo, após dois casos de hantavírus confirmados

Primeiro grupo de passageiros de cruzeiro com surto de hantavírus deixou o navio
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  • Espanha considerou a operação nas Canárias com o navio MV Hondius um êxito do multilateralismo, afirmando que foram seguidos todos os protocolos sanitários internacionais; dois passageiros repatriados tiveram testes positivos de hantavírus.
  • No caso do cidadão norte-americano, um teste a bordo foi negativo e outro inconclusivo; os EUA trataram-no como positivo, com medidas de controlo e isolamento no desembarque e repatriamento.
  • Quanto ao passageiro francês, as autoridades disseram que começou a ter sintomas no voo de repatriamento e o teste à chegada deu positivo; o vírus pode ter incubação de até 42 dias.
  • No domingo desembarcaram e foram repatriadas 94 pessoas de 19 nacionalidades em oito voos; para segunda-feira estava previsto desembarque de mais 22 pessoas, em voo único para os Países Baixos.
  • O MV Hondius já foi reabastecido, com desinfecção prevista do porto de Granadilla após a partida; a OMS confirmou seis casos de hantavírus relacionados ao cruzeiro, com três mortes, e o risco para a população geral é considerado baixo.

O governo espanhol classificou a operação nas Canárias, envolvendo o navio MV Hondius afetado por hantavírus, como um êxito do multilateralismo. A afirmação foi feita após dois passageiros repatriados para França e EUA testarem positivo para o hantavírus, no retorno a Tenerife, nas Canárias.

As autoridades destacaram que, a bordo, seguiram-se os protocolos sanitários internacionais, com inquéritos epidemiológicos e testes realizados por peritos do ECDC e da OMS. O cruzeiro esteve em quarentena em Cabo Verde antes de chegar às Canárias.

Dois passageiros repatriados no domingo permanecem sob vigilância. O viajante americano teve um teste negativo, outro inconclusivo, sendo tratado como positivo. O caso francês apresentou sintomas no voo de repatriamento e resultado positivo à chegada.

A ministra da Saúde, Mónica García, explicou que o vírus tem período de incubação de até 42 dias, o que pode atrasar surgimento de sintomas. Os protocolos aplicados variam conforme o país de destino dos passageiros e tripulantes.

No âmbito da operação, 94 pessoas de 19 nacionalidades desembarcaram no domingo, em oito voos. Nesta segunda-feira, estão previstas mais 22 pessoas a bordo de um único voo para os Países Baixos, diluindo o envio anterior para Austrália e Países Baixos.

O barco deve partir para Roterdão com 32 tripulantes a bordo, após a desinfecção. O porto de Granadilla será desinfetado assim que o navio zarpar. O MV Hondius foi reabastecido para facilitar o retorno no final da tarde.

A operação envolve mais de 20 países e várias organizações internacionais, incluindo o rastreio de contactos. A Organização Mundial da Saúde indica que já foram confirmados seis casos de hantavírus entre quem viajou no Hondius, com três mortes.

O hantavírus Andes, detectado no navio, é uma variante rara com transmissão possível entre pessoas. Os sintomas iniciais lembram gripe, como febre, tosse e dores musculares. A OMS afirma que o risco para a população é baixo.

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