- O tribunal de Almada condenou Pedro Antíqua Cruz a 25 anos de prisão pelo homicídio qualificado de Alcinda Cruz, 46 anos, ocorrido a 8 de janeiro de 2025, no Barreiro, após uma discussão sobre quem pagava a explicação do filho.
- O acórdão aponta que o marido rasgou-lhe a garganta à dentada e, em seguida, desferiu 49 facadas, diante do filho de ambos, de 14 anos, que ligou para o 112 mas não conseguiu impedir o crime.
- Além do homicídio, foi julgado culpado por dois crimes de violência doméstica, sobre Alcinda e sobre a filha desta, de 21 anos, que já tinha fugido de casa em 2022 por temer pela própria vida.
- Segundo a decisão, Pedro era visto como ciumento, possessivo, agressivo e controlador, com ameaças de morte e agressões constantes ao longo do matrimónio.
- A filha, que tinha 21 anos na altura, tinha fugido de casa em 2022 devido aos avanços do padrasto.
Pedro Antíqua Cruz foi condenado a 25 anos de prisão por homicídio qualificado e dois crimes de violência doméstica, no caso de Alcinda Cruz, na região do Barreiro, a 8 de janeiro de 2025. O julgamento reconheceu que o crime ocorreu após uma discussão sobre quem pagava a explicação do filho, no domicilio comum.
A vítima, Alcinda Cruz, tinha 46 anos. O marido, cabo-verdiano, terá rasgado a garganta da mulher a dentadas e, em seguida, desferido 49 golpes com arma branca antes de asfixiá-la, segundo a decisão do Tribunal de Almada.
Conforme o veredicto, Pedro apresentava um padrão de comportamento possessivo e agressivo desde o início do matrimónio. A acusação descreve ameaças de morte e agressões frequentes contra Alcinda, bem como contra a filha da vítima, então com 21 anos, que já tinha fugido de casa em 2022.
No momento do crime, o filho em comum, então com 14 anos, esteve presente e ligou para o 112 na tentativa de impedir o pai, sem sucesso. A decisão judicial aponta ainda que o homicídio ocorreu quando a vítima telefonava à filha para pedir ajuda, após a discussão inicial.
Contexto e desdobramentos
A sentença de 25 anos de prisão foi proferida pelo Tribunal de Almada, com base na avaliação de provas reunidas durante o processo. O caso ficou conhecido pela violência prolongada no seio familiar e pela violência extrema empregada no dia do crime. A filha de Alcinda, que já havia fugido de casa, foi testemunha de parte dos acontecimentos.
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