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Anúncios de emprego falsos na Europa: probabilidade de engano

Quase um terço dos recrutadores sofreu roubo de identidade; anúncios falsos de emprego exigem pagamentos adiantados e colocam a Geração Z em risco na Europa

A Europa em Movimento - Direitos de autor Euronews
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  • Quase um em cada três responsáveis de recrutamento no Reino Unido e na Alemanha já foi vítima de roubo de identidade relacionado com burlas de emprego; a Geração Z é especialmente visada, com anúncios que parecem promissores mas exigem custos adiantados.
  • Os burlões pedem despesas antecipadas para empregos no estrangeiro, incluindo verificações de antecedentes, vistos, formação, equipamento e integração.
  • Na geração Z, 43% dos candidatos no Reino Unido disseram ter estado perto de burlas de emprego e 31% afirmaram ter sido efetivamente enganados; na Alemanha, a maioria dos candidatos da geração Z esteve perto de ser vítima.
  • A Geração Z tem 3,7 vezes mais probabilidade de ser burlada do que a Geração X, devido ao medo de perder oportunidades e ao elevado custo de vida.
  • Recomenda-se verificar a legitimidade da empresa e do site, evitar partilhar informações sensíveis cedo e pausar para refletir durante a procura; estudos associam fraudes a impactos financeiros significativos, com Roménia, Espanha e Reino Unido entre os mais afetados.

Quase um em cada três recrutadores na Europa já foi vítima de roubo de identidade ligado a anúncios de emprego. A investigação, que envolveu 4.000 pessoas, aponta que a Geração Z é particularmente visada por oportunidades que parecem promissoras, mas que ocultam fraudes. O cenário acompanha avisos de Europol e governos nacionais sobre golpes cada vez mais frequentes em plataformas online.

Segundo a análise, as burlas costumam pedir adiantamentos para custos de emprego no estrangeiro. As desculpas variam entre verificações de antecedentes, taxas de visto, formação, integração e até equipamento. No Reino Unido, 43% dos jovens candidatos admitiram ter estado perto de uma burla; 31% já foram enganados.

A investigação do LinkedIn aponta ainda que quase um terço dos recrutadores no Reino Unido e Alemanha foi visado. O uso de IA e deepfakes dificulta a deteção, aumentando a necessidade de verificação de credenciais e de fontes. O estudo acompanha campanhas de conscientização e ferramentas de proteção da plataforma.

Sinais de alerta

Atenção a pedidos de pagamento antecipado ou a pouca contextualização ao longo da comunicação. Desconfie de solicitações de dados sensíveis no início do processo ou pressão para tomar decisões rápidas. Verifique a legitimidade da empresa e da vaga diretamente no site oficial, antes de candidatar-se.

Vítimas mais frágeis

A relação entre desemprego elevado e vulnerabilidade é considerada determinante. Apesar de competências digitais, muitos jovens ignoram sinais de alerta por medo de perder oportunidades. A investigação aponta que a Geração Z tem 3,7 vezes mais probabilidade de ser burlada do que a Geração X.

Impacto e geografia do risco

Estudo da Revolut mostra que Roménia, Espanha e Reino Unido concentram grande parte das fraudes ligadas a empleo. Contudo, o impacto financeiro pode ser elevado: a burla no emprego representa até 20% das perdas em Portugal e valores similares noutros países.

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