- A nova aldeia do Pisão ficará a cerca de dois quilómetros da actual, com mais de 100 habitações, e já é chamada de “Pisão novo”.
- Moradores e proprietários escolhem entre receber casa nova ou indemnização pela realocação.
- A construção da barragem obrigaria a povoação a ficar submersa, e o processo tem sido adiado por intervenções judiciais de ambientais.
- Um morador de 79 anos descreve a esperança de ver a nova aldeia avançar, embora haja expectativa longa sobre o projeto.
- Ambientalistas contestam a obra e têm conseguido atrasos recorrendo aos tribunais.
O andamento da barragem que obrigará a deslocar a aldeia do Pisão permanece no centro de uma mudança há décadas aguardada. A nova aldeia ficará a cerca de dois quilómetros da atual e deverá ter mais de 100 habitações.
Os moradores e proprietários estão a decidir entre morar na nova povoação ou receber indemnização. A designação informal é o “Pisão novo”, em referência ao local que acolherá a maioria das casas.
O processo tem visto avanços limitados pelo tribunal, já que ambientalistas contestam o projecto. A oposição tem conseguido travar fases da obra através de recursos legais, mantendo o cenário de incerteza.
Situação atual do projeto
Entre quem vive hoje no Pisão, muitos aguardam a decisão sobre o futuro das suas casas e pertenças. As decisões de relocação devem considerar opções de residência e compensações económicas para os proprietários.
O município do Crato, na região do Alto Alentejo, continua a defender a necessidade da infraestrutural para a criação de água e energia. Contudo, a contestação ambiental persiste em tribunais nacionais.
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