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Gangue de ourivesarias vigia vítimas com drones

Nove assaltantes usaram drones para vigiar ourivesarias desde 2017, roubando ouro que totaliza 879 mil euros; quatro em prisão, restantes em liberdade com medidas

Investigação da PSP levou ao desmantelamento do gang
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  • Gangue de ourivesarias operava de norte a sul do país, durante oito anos, com nove assaltantes ligados por familiares e vestígios de ADN que os implicaram.
  • Detidos no ano passado após uma operação que varreu o país desde 2017; utilizavam drones para vigiar lojas e planeavam ataques com precisão.
  • Crimes imputados incluem associação criminosa, furto qualificado, fraude fiscal e branqueamento; foram subtraídas milhares de peças em ouro, avaliadas em cerca de 879 mil euros.
  • Entrada nas lojas fazia-se por arrombamento de paredes ou tectos; utilizavam maçaricos para abrir cofres-fortes e comunicavam-se com cartões pré-pagos.
  • A Polícia de Segurança Pública apreendeu dinheiro, veículos e joias, no valor superior a 82 mil euros, com arresto de bens superior a 790 mil euros; quatro arguidos mantêm-se sob medidas de coação, enquanto os restantes estão em liberdade sujeitos a apresentações.

Um grupo conhecido como Gang das ourivesarias atuou de norte a sul do país ao longo de oito anos, vigia, planeava e executava furtos em ourivesarias. A operação envolveu vários familiares e contou com utilização de drones para recolher informações sobre alvo, horários e rotinas.

Ao longo de quase uma década, as peças em ouro roubadas renderam cerca de 879 mil euros. O grupo distinguia tarefas entre os nove arguidos, que planeavam cada assalto com um elevado detalhe, segundo a acusação do Ministério Público.

A polícia identificou a rede após uma operação de magnitude que resultou na detenção de vários elementos no ano passado, em diferentes localidades. A investigação foi dirigida pela PSP e contou com várias viaturas de alta cilindrada utilizadas nos ataques.

Modus operandi e produção de evidência

A entrada nas lojas ocorria por arrombamento de paredes ou tectos, com uso de maçaricos para abrir cofres. Deste modo, os alvo eram escolhidos de forma premeditada e atacados de forma rápida para evitar vigilância de videovigilância.

Para facilitar a comunicação, os arguidos recorria a cartões pré-pagos descartáveis, guardados numa garagem durante a preparação e o cometimento dos furtos.

Informações legais e operações em curso

Entre as acusações estão associação criminosa, furto qualificado, receitaçao, branqueamento, detenção de arma proibida e fraude fiscal. Os montantes de bens apreendidos superam 790 mil euros, com 82 mil euros em dinheiro e joias confiscadas pela PSP.

Quatro arguidos permanecem sob medidas de coação, dois em prisão preventiva e dois em prisão domiciliária com vigilância eletrónica. Os demais encontram-se em liberdade, com obrigação de se apresentar regularmente.

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