- Praias que não conseguiram repor o areal devido às tempestades em janeiro e fevereiro têm regime excecional para hastear a Bandeira Azul.
- A obtenção do galardão para a época balnear não será afetada, por haver motivos justificados; há um período mais alargado para o hastear.
- As zonas mais afetadas ficam principalmente no norte e centro do país, com praias, acessos e arribas em estado crítico.
- O regime excecional permite hastear mais tarde, caso as obras não estejam concluídas a tempo, mas a Bandeira Azul pretende manter pressão para que tudo esteja pronto na hora.
- As tempestades Kristin, Leonardo e Marta causaram pelo menos 19 mortes e danos superiores a cinco mil milhões de euros, além de centenas de feridos e desalojados.
A Bandeira Azul terá exceção para hastear nas praias que enfrentaram dificuldades em repor o areal devido às tempestades que atingiram Portugal entre janeiro e fevereiro. A decisão não afeta a obtenção do galardão para a época balnear, desde que existam motivos justificados.
O anúncio foi feito pelo presidente da Associação Bandeira Azul da Europa, José Archer, durante a apresentação das praias galardoadas, em São Pedro do Estoril, Cascais, Lisboa. O objetivo é permitir que praias com areal afetado tenham tempo adicional para concluir obras.
Segundo Archer, o mar tem vindo a repor a areia, mas isso não é previsível em todos os locais. Existem acessos, contenção de arribas e obras em estado crítico que estão a decorrer, com esforço conjunto de municípios e entidades competentes.
Medidas excecionais e prazos
O regime excecional cobre zonas de calamidade, permitindo hastear mais tarde, caso não haja condições para o funcionamento normal. A Bandeira Azul incentiva a preparação adequada para a época balnear, sem punições por atraso justificado.
Para além de possíveis atrasos, o galardão não fica comprometido. As praias afetadas dispõem de um período alargado para o hastear, sem penalizações se as dificuldades forem fruto das circunstâncias, não de promotores ou autarquias.
Impactos e contextos regionais
As zonas do norte e do centro foram as mais afetadas pelos temporais. Os estragos variaram entre destruição de areia, danos em infraestruturas e interrupções de acessos a praias, o que justifica os avisos de exceção.
Entre fim de janeiro e início de março, Portugal registou várias de vítimas e danos consideráveis, com prejuízos estimados acima de vários mil milhões de euros. O historial recente condiciona também o planeamento balnear.
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