- Os EUA estão a preparar uma coligação internacional para assegurar a passagem segura pelo estreito de Ormuz, com pressão diplomática para que mais países se juntem.
- A iniciativa, chamada Mecanismo de Liberdade Marítima, é um projeto conjunto com o Pentágono e visa estabelecer uma arquitetura de segurança marítima no Médio Oriente.
- Entre os países a serem informados até 1 de maio, o documento exclui China, Rússia, Bielorrússia, Cuba e outros adversários dos EUA; prevê partilha de informações, sanções e apoio por etapas.
- A coligação difere da campanha de pressão existente do presidente Donald Trump; França e Reino Unido lideravam conversações com mais de 50 nações para apoiar o esforço marítimo.
- Teerão reagiu, com o líder supremo a afirmar que começou um “novo capítulo” no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, ante críticas à presença militar norte-americana na região.
O Departamento de Estado dos EUA revelou planos para formar uma coligação internacional que garanta a passagem segura de navios pelo estreito de Ormuz. O objetivo é assegurar livre trânsito marítimo na via entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, diante de tensões na região. O projeto é apresentado como uma arquitetura de segurança marítima pós-conflito.
Segundo a informação divulgada, o secretário de Estado Marco Rubio aprovou o Mecanismo de Liberdade Marítima, em colaboração com o Pentágono e o Comando Central. O texto enviado às embaixadas pede aos diplomatas que pressionem governos a participar, mantendo a excludes China, Rússia, Bielorrússia, Cuba e outros adversários dos EUA.
O chair do programa sublinha que o esforço é diferente da campanha de pressão de anteriores administrações e que pretende envolver mais de 50 países, com possíveis ações como partilha de informações e uso de sanções. França e Reino Unido estariam a conduzir conversações de alinhamento com parceiros regionais.
Reação em Teerão
O Irão afirmou que está a abrir um novo capítulo no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, com o controlo da rota marítima a entrar numa nova fase. O líder supremo iraniano afirmou que as bases norte-americanas na região não garantem a segurança, nem protegem aliados. O presidente do Parlamento reforçou a ambição de um futuro sem presença norte-americana.
O cenário decorre num contexto de guerra na região, com o Irã a manter Ormuz fechado após o início do conflito, enquanto os EUA mantêm a pressão sobre portos iranianos. Observadores apontam que a cooperação internacional pode influenciar o trânsito de mercadorias na via estratégica.
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