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Espanha, Brasil e 9 países condenam ataque a flotilha e exigem libertação de ativistas

Onze países condenam ataques à flotilha Global Sumud e a detenção de ativistas, exigindo libertação imediata e responsabilização por violações do direito internacional

Flotilha protesta em Barcelona contra o bloqueio de Gaza, defendendo missões humanitárias
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  • Onze países, incluindo Espanha e Brasil, condenaram os ataques de Israel à flotilha Global Sumud e a detenção de 175 ativistas em águas internacionais, solicitando libertação imediata.
  • O comunicado conjunto foi divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha, com participação de Turquia, Brasil, Jordânia, Paquistão, Malásia, Bangladesh, Colômbia, Maldivas, África do Sul e Líbia.
  • A flotilha Global Sumud, composta por 58 embarcações, foi intercetada pela Marinha de Israel a cerca de 1.200 quilômetros da Faixa de Gaza.
  • Pelo menos trinta pessoas com passaporte espanhol integravam a flotilha; Portugal informou que três portugueses estavam detidos e que o embaixador de Israel foi chamado para explicar a detenção, garantindo proteção consular.
  • Os ministros apelam à comunidade internacional para defender o direito internacional, proteger civis e responsabilizar as violações; o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha entregou o protesto à chefe da embaixada de Israel em Madrid.

O governo de Espanha, em conjunto com Brasil e mais nove países, condenou veementemente, nesta quinta-feira, os ataques de Israel à flotilha Global Sumud e a detenção de 175 ativistas em águas internacionais. A ação foi classificada como violação do direito internacional.

A nota conjunta, divulgada pelos Ministérios dos Negócios Estrangeiros dos 11 países, reforça que a flotilha é uma iniciativa civil pacífica destinada a chamar a atenção para a crise em Gaza. Os signatários exigem a libertação imediata dos ativistas e a responsabilização das autoridades envolvidas.

Reação internacional e estado dos detidos

O MNE espanhol informou ter chamado a chefe da embaixada de Israel em Madrid para apresentar protesto formal pela detenção. Aproximadamente 30 cidadãos espanhóis integravam a flotilha e ficaram detidos, segundo organizadores.

A Marinha de Israel deteve 175 ativistas a bordo de mais de 20 embarcações, em navegação a cerca de 1.200 quilómetros da faixa de Gaza, perto da ilha de Creta, na Grécia. A flotilha Global Sumud pretendia romper o bloqueio israelo-palestino na região.

Participação portuguesa e esclarecimentos diplomáticos

O Governo de Portugal confirmou a presença de pelo menos três portugueses na flotilha e anunciou que o embaixador de Israel foi chamado para prestar explicações. As autoridades consulares portuguesas asseguram proteção a cidadãos detidos, em Atenas ou em Telavive, conforme o caso.

As autoridades portuguesas aguardam confirmação de eventuais detenções entre os nacionais lusitanos, reiterando que o repatriamento e a assistência consular seguem os procedimentos habituais. Além disso, Portugal destacou que atos em águas internacionais devem respeitar o direito internacional.

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