- A CDU entregou ao Comando Metropolitano da PSP do Porto um abaixo-assinado com mais de 1.500 assinaturas contra o fim do atendimento ao público na 12.ª Esquadra da PSP em Cedofeita.
- O abaixo-assinado será ainda enviado à Câmara do Porto, à Assembleia da União de Freguesias de Centro Histórico do Porto e ao Ministério da Administração Interna; o autor da crítica é Francisco Calheiros.
- A CDU acusa a decisão de deixar a esquadra sem atendimento próximo das pessoas e sustenta que não há justificação clara nem alternativa definida para o policiamento na zona central.
- A PSP disse que o atendimento presencial permanece assegurado e que os agentes da antiga 12.ª Esquadra foram redistribuídos para outras subunidades, estando a avaliar soluções para reinstalar a 12.ª Esquadra.
- Até março, o edifício passou a funcionar também como sede de divisão, com a sala da esquadra de turismo disponível; em março ainda foi parcialmente referido que o atendimento a quem reporta furtos seria encaminhado para outras esquadras.
A CDU entregou ao Comando Metropolitano da PSP do Porto um abaixo-assinado com mais de 1.500 assinaturas contra o fim do atendimento ao público na 12.ª Esquadra da PSP em Cedofeita. A entrega ocorreu nesta quinta-feira, no Largo Primeiro de Dezembro, e envolve moradores, trabalhadores e comerciantes da zona.
O documento protestante critica a decisão e exige esclarecimentos sobre a atuação do Ministério da Administração Interna e sobre como ficou a articulação com as autoridades competentes. O deputado municipal Francisco Calheiros destacou a falta de alternativas e de explicações para o encerramento do atendimento local.
Numa perspetiva prática, o abaixo-assinado será também entregue à Câmara do Porto, à Assembleia da União de Freguesias de Centro Histórico do Porto e ao ministério da Administração Interna, segundo o representante da CDU. Os signatários afirmam a importância do serviço de proximidade.
Contexto e desdobramentos recentes
A PSP já indicou que a 12.ª Esquadra já não funcionava nas instalações da Praça de Pedro Nunes desde 25 de março, divergindo de informações dadas anteriormente. O atendimento presencial para questões urgentes não ficou comprometido, assegurando as prioridades consoante a gravidade.
Foi confirmado que os agentes associados à 12.ª Esquadra foram redistribuídos por outras subunidades. Paralelamente, as antigas instalações passaram a acolher também funções de uma sede de divisão, devido ao estado degradado do edifício anterior, o Edifício Rainha Santa Isabel, que já não reunia condições de segurança e dignidade no trabalho.
A 19 de março, a Lusa verificou que, no local, apenas havia uma sala destinada à esquadra de turismo, com atendimento dirigido a pessoas que não falam português, enquanto os vistos de ocorrência eram encaminhados para outras esquadras. A PSP reforçou que o atendimento está organizado de forma a manter o contacto com o público.
Repercussões locais
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, afirmou que a autarquia não tinha sido informada previamente sobre o encerramento da 12.ª Esquadra, embora tenha assegurado que o atendimento à população continua. O presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto ponderou a possibilidade de cedência do edifício à PSP.
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