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MP mantém foco na origem dos 75 mil euros de Vítor Escária

Ministério Público mantém a investigação à origem de 75 mil euros encontrados no Gabinete de Vítor Escária; rastreio por notas é difícil

As imagens das notas com impressões digitais de quatro agentes da PSP apreendidas no gabinete de Vítor Escária
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  • O Ministério Público continua a investigar a origem de 75 mil euros encontrados, em novembro de 2023, no Gabinete de Vítor Escária, antigo chefe de Gabinete de António Costa.
  • As diligências para identificar quem manuseou as notas mostraram-se difíceis, pois as impressões digitais dos agentes ficaram coladas às notas e aos envelopes.
  • Os procuradores pediram ao Banco de Portugal para, através dos números de série, identificar o banco central emissor e perguntar sobre o rastreamento, mas o banco avisou que é muito difícil por não haver registo de circulação.
  • O dinheiro foi encontrado na residência oficial do primeiro-ministro, distribuído em envelopes: 7.620 euros, 20 mil euros, 8.260 euros e 40 mil euros.
  • A Operação Influencer, iniciada em novembro de 2023, resultou na detenção de cinco arguidos e na demissão de António Costa, com o Governo a cair e eleições antecipadas marcadas; todos os arguidos estão em liberdade.

O Ministério Público não desistiu de apurar a origem dos 75 mil euros encontrados em novembro de 2023 no Gabinete de Vítor Escária, antigo chefe de Gabinete de António Costa, no Palácio de São Bento, durante a operação conhecida como Influencer. A investigação tenta confirmar a proveniência do dinheiro, recorrendo a impressões digitais ou à colaboração do Banco de Portugal.

As diligências para identificar quem manuseou as notas ficaram comprometidas, uma vez que, durante as buscas, agentes da PSP acabaram por deixar impressões digitais nas notas e nos envelopes que as acondicionavam. Paralelamente, o MP solicitou ao Banco de Portugal que, através dos números de série, identificasse o banco emissor e avaliasse a possibilidade de rastrear o dinheiro. O banco informou que iria contactar entidades europeias, mas alertou para a dificuldade de rastreamento, devido à ausência de registo de circulação das notas.

Diligências e provas

Durante a busca à residência oficial do primeiro-ministro, as autoridades encontraram o dinheiro distribuído por envelopes: 7.620 euros num único saco, 20 mil euros num segundo, 8.260 euros num terceiro e 40 mil euros num quarto. A reunião de provas permanece em curso, com o objetivo de esclarecer a origem do numerário.

Detidos e contexto da operação

A operação Influencer, lançada em novembro de 2023, levou à detenção de cinco arguidos: Vítor Escária, então chefe de gabinete do Primeiro-Ministro; Nuno Mascarenhas, presidente da Câmara de Sines; dois administradores da Start Campus, Afonso Salema e Rui Oliveira Neves; e o advogado Diogo Lacerda Machado, amigo de António Costa. Todos os arguidos encontram-se em liberdade, enquanto o processo prossegue.

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