- Rui Pinto foi absolvido num processo em que era acusado de 241 crimes informáticos, abrangendo acesso ilegítimo a informações do Benfica e divulgação de emails.
- O caso faz parte de uma série de litígios desde 2019, quando foi detido em Budapeste, passando pela detenção preventiva em Portugal e por acordos de cooperação com a Polícia Judiciária.
- Os juízes consideraram que Pinto já tinha sido julgado pela mesma tipologia de crimes anteriormente e foi vítima de “violência processual”, alegando violação dos direitos de defesa pelo Ministério Público.
- Em 2023, Pinto foi condenado, em regime de pena suspensa de quatro anos, por tentativa de extorsão, violação de correspondência agravada e acesso ilegítimo, no âmbito do processo Football Leaks.
- O futuro inclui a possibilidade de recurso do Ministério Público e a existência de uma terceira investigação em curso contra Pinto, que continua como testemunha protegida pela PJ.
Rui Pinto foi absolvido num processo em que era acusado de 241 crimes informáticos, o segundo diante dos tribunais. O caso envolve o autor do Football Leaks, figura ligada à divulgação de informações sobre clubes de futebol, e decorreu após a detenção em Budapeste, em 2019.
A decisão foi proferida em Lisboa, onde o coletivo de juízes entendeu que já houve julgamento anterior pelas mesmas infrações. A defesa argumentou violência processual e violação dos direitos de defesa pelo Ministério Público.
O processo travou-se ao longo de vários anos, com Pinto a receber proteção de elementos da Polícia Judiciária (PJ). O arguido foi testemunha protegida, tendo estado sob vigilância de forças de segurança durante o julgamento.
Inicialmente, Pinto foi detido em Budapeste e ficou em prisão domiciliária até ser extraditado para Portugal. No país, esteve em prisão preventiva entre 2019 e 2020, até assinar um acordo com a PJ que permitiu a sua libertação antecipada.
O conteúdo envolve situações de acesso ilegítimo a informações de clubes e outras instituições, incluindo o Benfica e a Liga Portugal, bem como divulgações associadas ao caso Football Leaks. O objetivo do processo foi determinar a legalidade desses acessos e das publicações subsequentes.
O jornalismo de investigação ligado a Rui Pinto ganhou notoriedade global com o Football Leaks e, em 2020, com o caso Luanda Leaks, que envolveu Isabel dos Santos. Pinto participou, segundo as investigações, na divulgação de documentos e informações confidenciais.
O paradeiro atual de Pinto não é público: ele permanece como testemunha protegida pela PJ. No julgamento, contou com apoio policial, incluindo protecção física, quando necessário.
A defesa sustenta que a absolvição não encerra eventuais investigações futuras. O Ministério Público pode recorrer da decisão, mantendo assim a possibilidade de novos processos relacionados com acessos a dados de outras entidades.
O episódio mantém Pinto sob o escrutínio público, dada a notoriedade internacional das acusações e das investigações associadas. O futuro jurídico do caso ainda depende de ações das autoridades competentes.
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