- O naufrágio Delta II, descoberto em 2012, foi identificado como a embarcação genovesa San Giorgio e Sant’Elmo Buonaventura, preservada sob lama em Cádis.
- O achado é considerado um dos exemplos mais singulares do património subaquático da Andaluzia, revelando uma história de guerra e comércio.
- O navio afundou a 29 de abril de 1587, durante o ataque de Francis Drake a Cádis, quando o porto era estratégico para a Grande Armada de Filipe II.
- Entre os vestígios encontraram-se canhões de bronze, barris com cochonilha (ácido carmínico) e outros materiais que indicam o fluxo comercial entre a América, o Mediterrâneo e a Europa.
- Restos humanos, incluindo o crânio de uma jovem entre vinte e cinco e trinta e cinco anos, fornecem evidência direta da violência do ataque a Cádis.
A naufrágio Delta II, descoberto em 2012, foi afundado durante o ataque de Francis Drake a Cádis, em 1587. A investigação revelou a história de guerra e comércio envolvendo o Mediterrâneo, o Atlântico e as Américas. O achado foi tornado público pela agência Efe, citando o CIANYs.
O naufrágio foi identificado como a embarcação genovesa San Giorgio e Sant’Elmo Buonaventura. A missão consistia em transportar mantimentos e canhões para a Grande Armada, ordenada por Filipe II, para abastecer Lisboa.
A descoberta ocorreu durante investigações para a construção do porto de Cádis, iniciada em 2011, e tornou-se um dos exemplos mais relevantes do património subaquático da Andaluzia. A decisão de entender o episódio permanece sob o olhar técnico.
Descoberta e contexto
A embarcação, construída no Mediterrâneo, pertencia a Pietro Paolo Vassallo e era comandada por Clemente Vassallo. Chegou a Cádis emmissão de Estado para reforçar a Armada.
Materiais e evidências
Vestígios significativos no interior incluem canhões de bronze, barris com cochonilha, azeitonas em salmoura e gengibre das Américas. A madeira dos barris foi confirmada como carvalho do Báltico.
Outros achados descrevem a vida económica de Cádis no século XVI, incluindo resíduos de animais usados pela tripulação. Há ainda restos humanos que evidenciam a violência do ataque de Drake.
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