- O encarregado de negócios dos EUA em Caracas, John Barrett, pediu ao setor petrolífero venezuelano para aproveitar a “oportunidade histórica” após o restabelecimento das relações diplomáticas.
- Barrett afirmou que a nova fase pode transformar a Venezuela num polo energético regional e que o investimento privado, incluindo o norte‑americano, é determinante para a recuperação económica.
- Washington e Caracas reataram relações diplomáticas há cerca de uma semana, com flexibilização de sanções e abertura do setor petrolífero a empresas estrangeiras para exploração e comercialização de crude venezuelano.
- A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, mostrou disponibilidade para aprofundar a cooperação com os Estados Unidos no âmbito da recuperação económica e da estabilização política.
- A reaproximação tem sido marcada por acordos no setor dos hidrocarbonetos e pela entrada de empresas internacionais para revitalizar a indústria petrolífera em declínio.
O encarregado de negócios dos EUA em Caracas pediu ao setor petrolífero venezuelano que aproveite a oportunidade histórica criada pela reaproximação diplomática entre ambos os países. A intervenção ocorreu esta segunda-feira junto da Câmara Venezolana de Petróleo, em Caracas.
Barrett afirmou que a nova fase das relações bilaterais pode transformar a Venezuela num polo energético regional, destacando que o investimento privado, inclusive norte-americano, é crucial para a recuperação económica e para posicionar o país como centro energético global.
O diplomata chegou a Veneza no fim da semana passada, substituindo Laura Dogu, num contexto de aproximação que incluiu a flexibilização de sanções e a abertura do setor petrolífero a empresas estrangeiras, com autorização para exploração e comercialização de crude venezuelano.
Contexto
A Presidente interina Delcy Rodríguez manifestou disponibilidade para aprofundar a cooperação com os EUA, enquadrando-a numa estratégia de recuperação económica e estabilização política. A reaproximação tem também sido marcada por acordos no sector dos hidrocarbonetos e pela entrada de investidores internacionais.
A nova fase envolve ainda o envolvimento de empresas internacionais na revitalização de uma indústria petrolífera em declínio, com foco na atracção de capital externo para financiar a produção e a infraestrutura do setor.
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