Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Líbano acusa Israel de crime de guerra após morte de jornalista

Líbano acusa Israel de crime de guerra após a morte de jornalista no sul, com obstrução de resgate e ferimentos de colega a provocar repercussão internacional

Jornalista morta no Líbano, Israel acusado de crime de guerra.
0:00
Carregando...
0:00
  • O Presidente e o Primeiro-Ministro do Líbano acusam Israel de crime de guerra após a morte da jornalista Amal Khalil, de 42 anos, no sul ocupado.
  • A colega Zeinab Faraj ficou ferida no ataque, e ambas refugiaram-se numa casa em al-Tiri depois de um carro à frente ter sido atingido.
  • O ministério da Saúde libanês acusa Israel de obstruir as operações de resgate e de alvejar uma ambulância que ostentava o símbolo da Cruz Vermelha.
  • O Exército de Israel afirma ter atingido dois veículos na área de al-Tiri que transportavam “terroristas” e nega ter impedido o socorro.
  • O cessar-fogo em vigor desde 17 de abril mantém-se, num contexto de conflito com o Hezbollah que já causou mais de 2.400 mortos no Líbano.

O Líbano acusa Israel de crime de guerra após a morte de uma jornalista no sul ocupado, durante um bombardeamento das forças israelitas na quarta-feira. Amal Khalil, de 42 anos, trabalhava para o jornal Al-Akhbar e morreu, enquanto Zeinab Faraj ficou ferida. O presidente e o primeiro-ministro lamentaram o ataque e pediram uma resposta internacional.

As jornalistas procuraram refúgio numa casa na vila de al-Tiri depois de um carro à frente ter sido alvo de um bombardeamento. O veículo seguia com dois ocupantes: o autarca de Bint Jbeil, cidade vizinha já ocupada por Israel, e um homem que o acompanhava; ambos morreram.

O ministério da Saúde libanês acusa Israel de obstruir operações de resgate e de alvejar uma ambulância com o símbolo da Cruz Vermelha. Por seu turno, o exército israelita afirma ter atingido dois veículos em al-Tiri que transportavam supostos terroristas e que cruzaram a linha de defesa avançada, negando impedir o socorro de feridos.

Reações oficiais

O chefe de Estado, Joseph Aoun, disse que o ataque atenta contra jornalistas para ocultar crimes contra o Líbano, classificando-o como crime de guerra. O primeiro-ministro Nawaf Salam concordou, afirmando que atacar jornalistas e dificultar o acesso de equipas de resgate é crime de guerra e que o país levará o caso a instâncias internacionais.

Contexto do conflito

Desde 17 de abril está em vigor um cessar-fogo entre Israel e o movimento Hezbollah, após uma escalada que já fez mais de 2.400 mortos no Líbano. O episódio ocorre num contexto de tensão contínua entre as duas partes na região sul.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais