- A OPEP+ decidiu aumentar a produção de petróleo em 188 mil barris por dia em julho, o segundo mês seguido de aumentos.
- O anúncio foi feito em comunicado da organização, como parte do compromisso com a estabilidade do mercado petrolífero.
- No mês anterior, o grupo já tinha acordado um aumento idêntico de 188 mil barris por dia, após a saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP+.
- Nos últimos doze meses, o cartel tem aumentado a produção, mas permanece aquém do corte de 1,65 milhões de barris por dia de 2023 destinado a controlar os preços.
- Os preços do petróleo têm estado abaixo de 100 dólares, com o Brent em 93 dólares e o WTI acima de 90 dólares; a abertura do estreito de Ormuz pode estabilizar os preços até ao final do ano, segundo especialistas.
OPEP+ decidiu aumentar a produção de petróleo em julho. A medida, anunciada pela organização liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, acresce 188 mil barris por dia. Este é o segundo mês consecutivo de ajuste ascendente.
O objetivo, segundo o comunicado oficial, é contribuir para a estabilidade do mercado petrolífero. O incremento ocorre numa altura em que o Brent tem flutuado em torno de 100 dólares por barril, após o pico registado desde o início do conflito na região.
No mês anterior, o grupo já tinha decidido um aumento idêntico de 188 mil b/d, numa ação que seguiu a saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP+. A produção global continua abaixo do corte de 2023, de 1,65 milhões de barris por dia, que visava controlar os preços.
Contexto de preços e fatores de mercado
Desde o início do conflito envolvendo EUA, Israel e Irão, o petróleo já superou a barreira de 100 dólares por barril, chegando, no Brent, a 126 dólares. O estreito de Ormuz, que tradicionalmente movimenta 20% do petróleo mundial, esteve temporariamente encerrado.
Nas últimas semanas, a cotação recuou, mantendo-se, contudo, acima de 90 dólares no WTI e em torno de 93 dólares no Brent, no âmbito de negociações para encerrar o conflito. Especialistas apontam que a abertura do estreito de Ormuz poderá estabilizar os preços até ao fim do ano.
Para além do mercado, o setor energético influencia a inflação global. A expectativa é de que bancos centrais reajam com políticas mais restritivas, com o BCE já anunciando um aumento previsto de 0,25 ponto percentual nesta semana.
Com Lusa
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