- O gabinete dos direitos humanos das Nações Unidas manifestou-se alarmado com o número de execuções por crimes relacionados com droga em Singapura, dizendo que viola a dignidade humana, conforme afirmou Volker Türk.
- Singapura mantém a pena de morte obrigatória para o tráfico de droga acima de quantidades determinadas, como 500 gramas de canábis ou 15 gramas de heroína.
- Entre 2023 e 2024, houve 25 execuções em Singapura, das quais 24 foram por crimes de droga; neste ano já foram executadas oito pessoas.
- Omar bin Yacob Bamadhaj foi executado na semana passada por tráfico de canábis, com a família informada com duas semanas de antecedência.
- A União Europeia, o Reino Unido, a Suíça e a Noruega pediram a suspensão da pena de morte e a sua substituição por uma pena não capital; Türk afirmou que a pena de morte é incompatível com a dignidade humana.
OOC: Naciones Unidas expressou preocupação com o número de execuções em Singapura relacionadas com drogas. Oito de 2024, 24 de 25 execuções em 2023‑2024 envolveram crimes de droga, segundo o gabinete de direitos humanos da ONU.
Singapura sustenta que a pena de morte tornou o país um dos mais seguros do mundo, com aplicação obrigatória para o tráfico de droga acima de certos limites, como 500 g de canábis ou 15 g de heroína.
Ormar Bamadhaj foi executado na semana passada por tráfico de canábis, com a família informada com antecedência de duas semanas, segundo fontes.
O gabinete de Volker Türk chamou Singapura a impor uma moratória e a todos os países que mantenham execuções a fazê-lo como passo para a abolição legal.
Dados da ONU indicam que, em 2023, 15 das 17 execuções estiveram relacionadas com drogas; este ano já contabilizam oito. O organismo reiterou que crimes de droga sem morte não cabem nos critérios de crimes mais graves.
Contexto internacional
A União Europeia, o Reino Unido, a Suíça e a Noruega pediram a suspensão das execuções e a comutação para penas não capitalizadas. Türk defende que a pena de morte viola a dignidade humana e o direito à vida.
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