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Alertas de calor extremo sobem 318% em dez anos

Relatório Countdown Europe 2026 aponta aumento de 318% nos alertas de calor na Europa entre 2015 e 2025; 62 mil mortes em 2024 e impactos na saúde

Alertas de calor extremo aumentaram 318% em10 anos
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  • Entre 2015 e 2025, os alertas de calor extremo na Europa aumentaram 318% em comparação com a década de 1990, com cerca de 62 mil mortos em 2024 devido ao calor.
  • O relatório Countdown Europe 2026, da The Lancet, analisa como as mudanças climáticas afetam a saúde, mortalidade e efeitos das medidas de adaptação.
  • Em 99,6% das regiões monitorizadas houve aumento de mortes associadas ao calor entre 2015-2024 face a 1991-2000; a exposição ao calor aumentou 254% e as horas de calor perigoso cresceram 88%.
  • Em 2023, mais de um milhão de pessoas na Europa ficaram em insegurança alimentar moderada ou grave devido a ondas de calor e seca; houve expansão de doenças infecciosas e maior transmissão de dengue (até 297%).
  • O relatório destaca desigualdades nos riscos, maior dependência de combustíveis fósseis com subsídios europeus de 444 mil milhões de euros em 2023, aumento de energia renovável para 21,5% e investimento em energias limpas de 427 mil milhões de euros em 2023.

Os alertas de calor extremo na Europa cresceram 318% entre 2015 e 2025, em comparação com a década de 1990. Em 2024, estima-se que 62 mil pessoas tenham morrido devido ao calor, segundo um relatório divulgado esta terça-feira.

O estudo Countdown Europe 2026, publicado pela revista The Lancet, analisa como o clima provocado pela humanidade aumenta os impactos na saúde e as mortes, e avalia o efeito de medidas de adaptação e mitigação na saúde, na economia e nas finanças.

Segundo o relatório, 99,6% das regiões monitorizadas registaram um aumento de mortes por calor entre 2015 e 2024 face a 1991-2000, evidenciando impactos negativos generalizados na saúde.

Comparando os dois períodos, a exposição ao calor aumentou 254% e o número médio anual de horas com calor perigoso para a atividade física subiu 88%. Em 2023, mais de um milhão de pessoas foram afetadas por insegurança alimentar na Europa devido a ondas de calor e seca.

As alterações climáticas também elevaram casos de doenças infecciosas, com a expansão de vectores e surtos mais frequentes. A transmissão da dengue aumentou 297% no período estudado, face a 1980-2010.

Os autores alertam para desigualdades nos riscos entre populações e regiões, com os mais pobres a sofrerem mais insegurança alimentar e maior vulnerabilidade a incêndios florestais, bem como menor acesso a espaços verdes.

A dependência europeia de combustíveis fósseis é apontada como fator de volatilidade nos mercados, com subsídios a fósseis a atingir 444 mil milhões de euros em 2023, mais do que triplo de 2016, após o Acordo de Paris.

Como sinal positivo, o relatório destaca que a quota de energia renovável atingiu 21,5% da eletricidade em 2023, face a 8,4% em 2016. O investimento em energias limpas chegou a 427 mil milhões de euros em 2024, muito acima de 2015 (229 mil milhões).

O documento também registra aumento da queima de biomassa, com impactos na poluição atmosférica e na perda de floresta, sugerindo prioridade à transição para bombas de calor. O relatório é liderado pela University College London e envolveu quase 300 investigadores.

Impactos na saúde e na economia

O estudo aponta impactos diretos e indiretos da onda de calor na saúde, com consequências graves para populações vulneráveis. A análise avança que a elevada exposição ao calor eleva também custos económicos e pressões em sistemas de saúde.

Energia e políticas públicas

A pesquisa observa tendências de investimento: maior uso de renováveis e queda relativa de combustíveis fósseis, embora a dependência energética persista. Os autores defendem políticas públicas que acelerem a transição para soluções mais limpas.

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