- O crime ocorreu na noite de 12 de março de 2025, no Bairro Afonso Costa, Setúbal, quando Adelaide Pina atirou álcool a uma mulher de 34 anos e ateou fogo.
- A vítima ficou com queimaduras graves, foi internada no Hospital de Setúbal e sobreviveu; meses depois, a vítima faleceu por outra causa.
- O Ministério Público pediu ao tribunal uma pena de nove anos de prisão por crime de tentativa de homicídio.
- A defesa sustenta imputabilidade reduzida, com estudo do Instituto de Medicina Legal a indicar anomalia psíquica grave; a arguida mostrou arrependimento e explicou que a toxicodependência a levou a gastar meio milhão de euros herdados.
- A arguida não tomava medicação para esquizofrenia na altura do crime, segundo a perícia, e o advogado apontou que a pena deveria ficar abaixo de seis anos.
Oito minutos de violência em Setúbal resultaram num julgamento que ouviu reconhecer arrependimento. Adelaide Pina, 46 anos, confessou ter atirado álcool e ateado fogo a uma mulher de 34 anos, vítima de ciúmes.
O crime ocorreu na noite de 12 de março de 2025, no Bairro Afonso Costa. A arguida vivia com o companheiro, ambos sem-abrigo e dependentes de toxicodependência, numa casa ocupada.
A vítima ficou internada no Hospital de Setúbal, sofreu queimaduras graves e sobreviveu. Meses depois, a vítima faleceria por outra causa, não ligada aos ferimentos.
O Ministério Público pediu a condenação de nove anos de prisão por tentativa de homicídio. Em parecer, o advogado da defesa mencionou imputabilidade reduzida, por anomalia psíquica grave.
Perícia do Instituto de Medicina Legal indica perturbação psicótica e delirante na altura do crime, sem medicação para esquizofrenia. A defesa sustentou que a toxicodependência e o estado emocional justificam o atenuante.
Adelaide Pina afirmou que a dependência levou a derreter uma herança de meio milhão de euros. “A droga destruiu a minha vida. Não devia ter feito aquilo”, declarou, admitindo o erro.
A vítima foi ferida com gravidade por álcool queimado em várias áreas do corpo, e o fogo propagou-se rapidamente. O caso continua a ser analisado pelo tribunal, com novas audiências previstas.
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