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Décimo aniversário transforma as Serras do Porto em ativo estratégico regional

Decorridos dez anos, o Parque das Serras do Porto consolida-se como infraestrutura verde de referência, com mais de 110 mil árvores plantadas e 500 hectares reconvertidos

Parque das Serras do Porto vai para dez anos
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  • A Associação de Municípios do Parque das Serras do Porto celebra dez anos desde a sua fundação a dezoito de abril de dois mil e dezasseis, envolvendo Gondomar, Paredes e Valongo.
  • O parque gerido pelos três municípios totaliza seis mil hectares de área verde e azul e foi oficialmente reconhecido em diário da república em março de dois mil e dezessete.
  • A cerimónia juntou autarcas, técnicos e parceiros para assinalar o percurso de sustentabilidade e a infraestrutura verde na Área Metropolitana do Porto.
  • Nos últimos dez anos foram plantadas cento e dez mil árvores e reconvertidos mais de quinhentos hectares; o investimento total está na ordem de 5,9 milhões de euros, com 3,2 milhões de euros em fundos europeus via Life.
  • A Navigator detém cerca de 22 por cento do território do parque, correspondentes a setecentos hectares, entre áreas próprias e arrendadas a quarenta proprietários, com desafios como plantas invasoras, lixo ilegal e abandono.

Desde Gondomar, Paredes e Valongo, assinala-se hoje o décimo aniversário da Associação de Municípios do Parque das Serras do Porto. A cerimónia teve bolo e brinde, reunindo autarcas, técnicos e parceiros do projeto que gere 6000 hectares de áreas verdes e zonas azuis junto ao Porto.

A Associação, criada a 18 de abril de 2016, congrega as três autarquias e formalizou-se no Diário da República em 2017, dando corpo ao Parque das Serras do Porto. Paulo Ferreira, presidente da Câmara de Valongo, destacou o projeto como vitorioso, sucedendo a José Manuel Ribeiro.

Homenagens e evolução do parque

Alexandre Almeida, de Paredes, destacou o papel dos fundadores e o caráter pioneiro da sustentabilidade, enquanto a vereadora de Ambiente de Gondomar, Ana Luísa Gomes, sublinhou a consolidação do espaço como infraestrutura verde de referência na Área Metropolitana do Porto.

Ana Luísa Gomes acrescentou que o parque nasceu da visão conjunta de três municípios, que transformou o território num ativo ambiental estratégico. Ferreira lembrou que o parque não pertence apenas aos presidentes, cabendo à comunidade o uso responsável para conservar o espaço.

Investimento e impacto

Paulo Ferreira elogiou o envolvimento comunitário e indicou que a compra de terrenos continua, com mais aquisições previstas. Em Medas, Gondomar, terra próxima à serra das Flores foi intervencionada para demonstrar o progresso ao longo de 10 anos.

O líder de Valongo mencionou a importância de reconhecer o território como bem comum, aliado à cooperação entre autarquias e privados para reflorestação e gestão de áreas devolutas. Paredes reforçou a importância de financiar compra de terrenos nos orçamentos municipais.

Biodiversidade e gestão ambiental

A vereadora de Gondomar destacou o trabalho de valorização do território: trilhos, reflorestação, biodiversidade e educação ambiental, fortalecendo a procura pelo parque. Diana Nicolau, da Lipor, salientou intervenções em 70 hectares com milhares de árvores plantadas, reforçando o papel da gestão de resíduos na biodiversidade.

Juliano Ferreira, secretário executivo, informou que nos últimos 10 anos foram plantadas mais de 110 mil árvores e reconvertidos mais de 500 hectares. O investimento total situa-se em torno de 5,9 milhões de euros, com 3,2 milhões de euros de fundos europeus via Life, para adaptar o parque às alterações climáticas.

Estrutura e desafios atuais

A Navigator, com 22% do território do parque, gere 700 hectares entre áreas próprias e arrendadas a cerca de 40 proprietários. Nos espaços sob gestão da empresa, o principal desafio é controlar plantas invasoras, depósitos ilegais de lixo e abandono, com foco em controlo de invasoras e remoção de eucaliptos dispersos.

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