- Governo cubano informou ter ocorrido recentemente em Cuba um encontro entre delegações de Cuba e dos Estados Unidos, em contexto de tensões bilaterais.
- O encontro não incluiu prazos nem propostas coercivas, contrariando informações de meios norte‑americanos sobre um eventual ultimato de duas semanas.
- Cuba defendeu o fim do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos desde janeiro, que agrava os apagões e a atividade económica.
- Granma indica que os Estados Unidos enviaram secretários adjuntos do Departamento de Estado, enquanto Cuba esteve representada ao nível de vice‑ministro das Relações Exteriores.
- Relatos de vários meios dos EUA indicam que a reunião ocorreu a 10 de abril, com alegadas exigências de libertação de presos políticos; Axios mencionou a possível participação de Raúl Guillermo Rodríguez Castro.
Protestos recentes em Havana acenderam a narrativa de uma reunião bilateral entre Cuba e os EUA, anunciada pelo Governo cubano através do jornal oficial Granma. O encontro ocorreu na ilha, dentro de um contexto de tensões entre as duas partes, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros cubano.
A delegação cubana esteve representada ao nível de vice-ministro das Relações Exteriores, enquanto os Estados Unidos enviaram secretários adjuntos do Departamento de Estado. O objetivo declarado foi manter o diálogo, sem prazos ou propostas coercitivas apresentadas no encontro.
Segundo o Governo cubano, não houve acordos nem datas definidas durante as conversações. O objetivo estratégico de Havana foi a eliminação do bloqueio energético imposto pelos EUA desde janeiro, que tem agravado os apagões e afetado a atividade económica.
Contexto
Granma descreveu o encontro como discreto e não ligando as informações divulgadas por meios norte-americanos a ultimatos. O jornal mencionou que o tema energético foi tratado como prioridade máxima pela delegação cubana, defendendo que o bloqueio é injustificado e perjudica a população.
Fontes em Washington teriam indicado, segundo relatos não identificados de mídia, que uma lista de exigências se seguiria, incluindo reformas profundas para abrir a economia cubana. A divulgação dessas informações não foi confirmada formalmente por fontes oficiais cubanas.
Desdobramentos possíveis
Dias antes, vários meios de comunicação norte-americanos publicaram relatos sobre a reunião ocorrida no dia 10 de abril, citando fontes não identificadas. As informações sugeriam que Cuba poderia liberar prisioneiros políticos relevantes como gesto inicial.
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