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Especialistas discutem a validade do conceito de world music

Em 1987, no pub Empress of Russia, Londres, nasceu o termo 'world music' para agrupar música global, abrindo espaço e exotizando artistas não anglo-americanos

A cantora e multi-instrumentista italiana Lavinia Mancusi tem trabalho sobre o cancioneiro do seu país e foi uma das intérpretes do Babel Music XP 2026, em Marselha
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  • Em 29 de junho de 1987, no pub Empress of Russia, em Islington, Londres, reuniu‑se um grupo de editoras independentes que promoviam música de todo o mundo, fora do eixo anglo‑americano.
  • O objetivo era encontrar um termo que agrupasse essa música nas lojas e na imprensa, facilitando a visibilidade.
  • Durante a reunião, ficou definido criar um rótulo que não dependesse de géneros ocidentais, levando ao nascimento do conceito de world music.
  • O termo ganhou consenso entre os participantes e acabou por ter impacto global, embora o seu significado continue a ser debatido hoje.
  • Especialistas Olivier Rey e Frédérique André, do Babel Music XP, refletem sobre o mundo após a era da world music.

O dia era 29 de junho de 1987. No pub Empress of Russia, em Islington, Londres, reuniu-se um conjunto de edito­res e selos independentes especializados em música de todas as partes do mundo, fora do eixo anglo-americano. O objetivo era ganhar visibilidade para as edições e editar uma estratégia comum.

Ao meio da reunião, ficou claro que era necessário definir um rótulo único para agrupar aquela música nas lojas e na imprensa. Surgiu a ideia de criar um termo que facilitasse o acesso do público a uma oferta diversa, muitas vezes inacessível.

O grupo de participantes acabou por consolidar uma expressão que ganhou alcance global: world music. Quase quatro décadas depois, a expressão é debatida entre estudiosos sobre o que significou, na prática, para artistas fora do eixo dominante e para a indústria.

O que mudou desde então

Estudiosos como Olivier Rey e Frédérique André, do Babel Music XP, analisam o legado da world music. Assinalam visibilidade para músicos não anglo­-americanos, mas também exotização e exclusão que acompanharam o rótulo. A leitura atual discute o que significa o mundo musical após esse rótulo.

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