- Em 29 de junho de 1987, no pub Empress of Russia, em Islington, Londres, reuniu‑se um grupo de editoras independentes que promoviam música de todo o mundo, fora do eixo anglo‑americano.
- O objetivo era encontrar um termo que agrupasse essa música nas lojas e na imprensa, facilitando a visibilidade.
- Durante a reunião, ficou definido criar um rótulo que não dependesse de géneros ocidentais, levando ao nascimento do conceito de world music.
- O termo ganhou consenso entre os participantes e acabou por ter impacto global, embora o seu significado continue a ser debatido hoje.
- Especialistas Olivier Rey e Frédérique André, do Babel Music XP, refletem sobre o mundo após a era da world music.
O dia era 29 de junho de 1987. No pub Empress of Russia, em Islington, Londres, reuniu-se um conjunto de editores e selos independentes especializados em música de todas as partes do mundo, fora do eixo anglo-americano. O objetivo era ganhar visibilidade para as edições e editar uma estratégia comum.
Ao meio da reunião, ficou claro que era necessário definir um rótulo único para agrupar aquela música nas lojas e na imprensa. Surgiu a ideia de criar um termo que facilitasse o acesso do público a uma oferta diversa, muitas vezes inacessível.
O grupo de participantes acabou por consolidar uma expressão que ganhou alcance global: world music. Quase quatro décadas depois, a expressão é debatida entre estudiosos sobre o que significou, na prática, para artistas fora do eixo dominante e para a indústria.
O que mudou desde então
Estudiosos como Olivier Rey e Frédérique André, do Babel Music XP, analisam o legado da world music. Assinalam visibilidade para músicos não anglo-americanos, mas também exotização e exclusão que acompanharam o rótulo. A leitura atual discute o que significa o mundo musical após esse rótulo.
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