- O Pentágono tem mantido contactos com várias empresas do setor automóvel, incluindo General Motors e Ford, para eventual colaboração na produção de materiais militares.
- Os contactos são descritos como preliminares e amplos e teriam começado antes da ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão, com foco no aumento da produção interna.
- Autoridades americanas teriam pedido aos responsáveis das empresas que identifiquem obstáculos a uma eventual participação no setor da defesa, especialmente em contratos e adjudicações.
- O The New York Times acrescenta que o Pentágono procura apoio principalmente na produção de componentes, não de sistemas de armamento completos, bem como na aquisição rápida e a baixo custo de veículos e munições.
- Além de General Motors e Ford, foram contactadas Oshkosh e GE Aerospace; o Departamento de Defesa afirma querer alargar a base industrial de defesa aproveitando soluções comerciais para manter a vantagem das forças dos EUA.
O Pentágono está a manter contactos com várias fabricantes do setor automóvel, incluindo General Motors e Ford, sobre uma possível colaboração para reforçar a produção de materiais militares. Os contactos foram referidos pelo The Wall Street Journal.
Segundo o jornal, os contactos são preliminares e amplos, tendo começado antes da ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão. O objetivo é expandir a capacidade de produção interna dedicada a defesa.
Fontes próximas das conversações indicam que as autoridades norte-americanas pedem às empresas para identificar obstáculos à participação no setor da defesa, nomeadamente em contratos e processos de adjudicação. Oshkosh e GE Aerospace também foram mencionadas como entidades contactadas.
Contexto e objetivos
O Departamento de Defesa confirmou, em comunicado, a intenção de alargar a base industrial de defesa, recorrendo a soluções e tecnologias comerciais para manter a vantagem das forças norte-americanas.
O The New York Times reforça que o foco do Pentágono é obter apoio na produção de componentes, e não de sistemas de armamento completos, bem como facilitar a aquisição rápida e a baixo custo de veículos, munições e outros equipamentos.
As reportagens destacam que, de forma histórica, grandes empresas industriais têm sido mobilizadas em períodos de crise, desde a Segunda Guerra Mundial até a pandemia, quando se recorreu à indústria para suprir necessidades militares e médicas.
Implicações e contexto geopolítico
Os jornalistas salientam que conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia pressionam reservas de munições dos Estados Unidos, contribuindo para o esforço de ampliar a participação do setor privado na defesa. A iniciativa segue uma linha de cooperação entre setor público e privado para acelerar a produção estratégica.
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