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Pentágono mantém contacto com automóveis para reforçar produção militar

Pentágono reforça contactos com fabricantes automóveis para ampliar produção interna de componentes e veículos, buscando rapidez, custos baixos e maior base industrial de defesa

Mary Barra, diretora executiva da General Motors, numa reunião com Donald Trump na Sala Oval da Casa Branca em fevereiro
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  • O Pentágono mantém contactos preliminares e amplos com fabricantes automóveis para reforçar a produção militar, iniciados antes da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, com foco no aumento da capacidade de produção interna.
  • As autoridades norte‑americanas pediram aos responsáveis das empresas que identifiquem obstáculos à participação no setor da defesa, nomeadamente em contratos e processos de adjudicação.
  • O The New York Times adianta que o Pentágono procura sobretudo apoio na produção de componentes, não de sistemas de armamento completos, bem como na aquisição rápida e a baixo custo de veículos, munições e outros equipamentos.
  • Entre as empresas contactadas estão a Oshkosh e a GE Aerospace, sucedora do conglomerado General Electric após a sua reestruturação.
  • O Departamento de Defesa afirmou pretender alargar a base industrial de defesa, aproveitando soluções e tecnologias comerciais para manter a vantagem das Forças norte‑americanas, em contexto de pressão sobre stocks de munições e de conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente.

O Pentágono mantém contactos preliminares com fabricantes automóveis para reforçar a produção militar, segundo o jornal norte-americano que cita fontes próximas das conversações. As conversas, de caráter amplo, teriam começado antes da ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão e visam aumentar a capacidade de produção interna.

Os avisos às empresas passam por identificar eventuais obstáculos a uma participação no setor da defesa, especialmente no que toca a contratos e adjudicações, indicam as fontes. O objetivo é tornar o abastecimento mais rápido e resiliente.

De acordo com o The New York Times, o foco está sobretudo na produção de componentes, não de sistemas de armamento completos, e na aquisição rápida e de baixo custo de veículos, munições e outros equipamentos. Outras empresas contactadas incluem a Oshkosh e a GE Aerospace, sucessora da General Electric após a reestruturação.

Fontes e objetivos

O Departamento de Defesa confirmou a intenção de ampliar a base industrial de defesa, aproveitando soluções e tecnologias comerciais disponíveis para manter a vantagem das forças norte-americanas. O objetivo é diversificar fornecedores e reduzir dependências externas.

Durante a pandemia de covid-19, o governo de Donald Trump já tinha recorrido a empresas industriais para apoiar a produção de equipamento médico, como ventiladores, sinalizam as reportagens. Os dois jornais salientam que conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente têm pressionado as reservas de munições dos EUA.

A matéria relembra também o uso histórico de grandes empresas industriais durante a Segunda Guerra Mundial para sustentar a produção militar. As informações destacam que o esforço envolve múltiplos setores, não apenas o de armamento.

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