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Mandelson torna-se embaixador britânico nos EUA sem autorização de segurança

Embaixador britânico nos EUA nomeado sem autorização de segurança; decisão anulada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, gerando escrutínio público

Peter Mandelson foi demitido pela sua ligação a Jeffrey Epstein
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  • Mandelson tornou-se embaixador britânico nos EUA sem autorização de segurança, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros a passar por cima da avaliação.
  • A verificação de antecedentes ocorreu em janeiro de 2025, e a decisão de conceder a autorização foi anulada.
  • Em fevereiro de 2025, Mandelson já exercia funções de embaixador em Washington.
  • O facto gerou polémica porque o primeiro-ministro, Keir Starmer, já tinha anunciado a nomeação como se fosse de um diplomata de carreira.
  • Downing Street comunicou que o primeiro-ministro não tinha conhecimento prévio da autorização, e pediu explicações formais para informar a Câmara dos Comuns.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido teria ignorado a decisão de negar a segurança a Peter Mandelson para o cargo de embaixador nos EUA. O Guardian avança que Mandelson, ex-embaixador britânico, não passou na verificação de antecedentes necessária para obter autorização de segurança, mas a nomeação foi mantida.

A avaliação de Janeiro de 2025 terá sido desconhecida até Fevereiro, altura em que Mandelson assumiu o posto em Washington. O Primeiro-Ministro, Keir Starmer, já tinha anunciado a nomeação, o que elevou o debate sobre o caráter político da designação.

Segundo o Guardian, a decisão foi tomada por membros do Ministério dos Negócios Estrangeiros e não comunicada ao PM nem a outros ministros. O jornal cita um comunicado oficial de Downing Street, que diz não ter conhecimento prévio da autorização de segurança até ao início desta semana.

A Reuters indica que Olly Robbins, secretário dos Negócios Estrangeiros em Janeiro de 2025, poderá demitir-se em consequência desta evolução. O jornal britânico aponta ainda que o facto pode violar uma moção parlamentar que exige a divulgação de documentos relacionados com a nomeação.

O anúncio do Guardian é corroborado por um comunicado de Downing Street, que afirma que o primeiro-ministro ficou desinformado sobre a autorização de segurança. Fontes do jornal referem que Starmer terá ficado furioso com o esclarecimento tardio.

Sete meses após a tomada de posse, Mandelson foi afastado pela ligação com Jeffrey Epstein. A relação com o multimilionário gerou controvérsia e levou Mandelson a deixar o Labour e a Câmara dos Lordes, após investigações criminais.

Antes de chegar a embaixador, Mandelson atuou como conselheiro de Tony Blair e foi ministro dos Negócios, Empreendimentos e Reforma Regulatória no governo de Gordon Brown. O caso reabre o debate sobre integridade na nomeação de diplomatas.

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