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Kholodenko aproxima-se de Sokolov em popularidade

Kholodenko mantém energia de recital a recital, ao explorar a transcrição de Mozart Requiem (K.626) de Klindworth/Süssmayr, expandindo a leitura musical

O pianista ucraniano Vadym Kholodenko na Casa da Música
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  • Dez anos depois do seu primeiro recital na Casa da Música, Vadym Kholodenko manteve a energia do início ao fim de uma obra fisicamente exigente.
  • Na atuação da passada terça-feira, o programa incluiu uma transcrição do Requiem em ré menor K.626 de Mozart, realizada em 1871 por Karl Klindworth e concluída por Franz Xaver Süssmayr.
  • A peça original é coral e não foi finalizada pelo próprio Mozart, levando a uma leitura que adiciona camadas à partitura.
  • O pianista ucraniano gravou, em 2023, a transcrição de Klindworth a partir de partituras de Mozart e Süssmayr, e tem escolhido programas bastante peculiares.
  • Questiona-se, assim, o que motiva Kholodenko a optar por este tipo de programação, sugerindo um interesse em explorar leituras adicionais da obra.

Vadym Kholodenko atuou na Casa da Música, no Porto, na passada terça-feira, num recital que celebra dez anos de ligação ao espaço. O pianista ucraniano manteve a energia do primeiro ao último compasso de uma obra extraordinariamente exigente, em palco aberto ao público.

O programa escolhido suscitou curiosidade sobre as motivações do artista. O que leva Kholodenko a optar por escolhas tão peculiares? A apresentação inclui uma transcrição mozartiana rara, recente no seu repertório, e levantou questões sobre a leitura profunda que o pianista aplica a partituras históricas.

Programa e leitura

A obra em foco é o Requiem em ré menor K.626 de Mozart, transcrito por Karl Klindworth em 1871 e completado por Franz Xaver Süssmayr, a partir de melodias e notas deixadas pelo compositor. A transcrição circula em salas importantes do mundo ocidental desde 2023 e tem sido objeto de interpretação por parte de pianistas.

A leitura proposta por Kholodenko envolve várias camadas, com uma partitura finalizada por quem não escreveu originalmente a peça. A escolha de trabalhar a transcrição de uma partitura que não é naturalmente pianística reforça o desafio técnico e interpretativo enfrentado pelo músico.

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