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Julgamento de ex-autarcas de Montalegre arranca nesta sexta em Murça

Julgamento de ex-autarcas de Montalegre arranca em Murça com mais de trezentos crimes imputados a cerca de sessenta arguidos, num esquema de favorecimentos e adjudicações

Orlando Alves era o presidente da Câmara Municipal de Montalegre quando foi detido pela Polícia Judiciária, em 2022
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  • O Ministério Público aponta mais de trezentos crimes ao antigo presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, e ao ex-vice-presidente, David Teixeira, no âmbito de um julgamento que começa nesta sexta-feira em Murça, Vila Real.
  • O processo envolve sessenta arguidos, entre pessoas e empresas, e é associado à Operação Alquimia, desencadeada por denúncias de viciação em obras e aquisição de serviços de construção civil.
  • Entre os crimes imputados estão corrupção ativa e passiva, prevaricação, participação económica em negócio, falsificação de documentos, branqueamento e fraude na obtenção de subsídio.
  • A acusação sustenta o favorecimento de amigos e familiares em centenas de concursos públicos, recorrendo a ajustes diretos ou simplificados, divisão de trabalhos e fraccionamento de despesa, num Zeitraum entre 2014 e 2022.
  • O julgamento decorre no Tribunal de Murça, com sessões marcadas para as quintas e sextas-feiras, dada a dimensão do processo.

O julgamento de ex-autarcas de Montalegre arrancou nesta sexta-feira em Murça, no distrito de Vila Real. O Ministério Público acusa o antigo presidente Orlando Alves e o ex-vice-presidente David Teixeira de mais de 300 crimes, no âmbito de um processo que envolve cerca de 60 arguidos.

Os arguidos são suspeitos de favorecer amigos e familiares em centenas de concursos públicos, recorrer a ajustes diretos, dividir trabalhos e fracionar despesas entre 2014 e 2022, segundo a acusação. O caso envolve várias empresas.

Orlando Alves e David Teixeira foram detidos pela Polícia Judiciária em 2022, no âmbito da Operação Alquimia, que apontava para irregularidades na adjudicação de obras e na aquisição de serviços de construção civil.

O julgamento decorre no Tribunal de Murça devido ao número de arguidos, advogados, testemunhas e documentação escrita. A primeira audiência está marcada para hoje, com sessões subsequentes às quintas e sextas-feiras, conforme fonte judicial.

Entre as acusações constam prevaricação, participação económica em negócio, branqueamento, falsificação de documentos e fraude na obtenção de subsídio. O Ministério Público sustenta práticas de corrupção ativa e passiva ao longo de oito anos.

Pessoas próximas aos arguidos também estão implicadas, havendo referência a empresa envolvidas nos procedimentos. As investigações apontam para uma rede de favorecimentos que se prolongou por quase uma década.

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