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Líbano pretende paz com Israel, afirma ministro da Economia à Euronews

Líbano busca paz com Israel; negociações diretas em Washington, mediadas pelos EUA, visam pôr fim às hostilidades, num contexto de centenas de mortos e deslocados

Amer Bisat, ministro da Economia e do Comércio do Líbano
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  • O Líbano, através do ministro da Economia e do Comércio, Amer Bisat, disse à Euronews que quer paz com Israel e está cansado da guerra, em meio a negociações diretas em Washington.
  • As conversações, as primeiras em mais de trinta anos, decorrem com mediação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e visam pôr fim aos combates entre Israel e o Hezbollah.
  • Bisat indicou que os objetivos libaneses são o fim das hostilidades e da violência, lembrando que mais de 2 000 libaneses morreram e cerca de 1,2 milhão foi deslocado desde o início da ofensiva israelita.
  • O Hezbollah contestou as negociações, rejeitando o encontro entre embaixadores libanês e israelita e dizendo que não se deporá de armas; Netanyahu condicionou qualquer acordo ao desarmamento do Hezbollah.
  • Bisat afirmou que este é o começo das negociações em Washington, com a perspetiva de ampliar o grupo envolvido e o tempo necessário, mantendo o foco no fim das hostilidades.

O ministro da Economia e do Comércio do Líbano, Amer Bisat, disse à Euronews que o país está cansado da guerra e quer paz com Israel. As declarações ocorrem enquanto as partes mantêm conversações diretas em Washington, pela primeira vez em mais de 30 anos, com mediação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Bisat descreveu que os objetivos libaneses passam pelo fim das hostilidades e da violência. Adiantou que o Líbano já pagou um preço elevado, com mortos, feridos e deslocados, e sustentou que os libaneses desejam prosperidade e estabilidade.

Como contexto, mais de 2 000 libaneses terão morrido e cerca de 1,2 milhões deslocado desde o início da ofensiva israelita, em março, em resposta a ataques do Hezbollah. Israel afirma que a operação visa vingar agressões do grupo xiita.

Hezbollah e condições para o desfecho

Poucos dias antes da ronda de 14 de abril, Netanyahu disse ter autorizado as negociações para alcançar um acordo duradouro, condicionado ao desarme do Hezbollah. O grupo rejeitou o encontro entre embaixadores libanês e israelitas, recusando-se a depor armas.

Bisat sugeriu que o Hezbollah poderá ser pressionado a desarmar pela opinião pública, desde que Israel cesse as operações no sul libanês e haja recuperação da soberania libanesa. Afirmou que o consenso nacional aponta para evitar violência interna.

Para esta primeira ronda em Washington, o objetivo é preparar o terreno para um processo mais amplo e possivelmente envolver um grupo maior no futuro, mantendo o fim das hostilidades como a prioridade.

Observadores e desfecho

O Departamento de Estado dos EUA informou que Washington continua como mediador e que as negociações diretas começarão em data e local a definir. O cessar-fogo recente entre Israel, EUA e Irão não foi estendido ao Líbano.

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