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Condução sob álcool é problema particularmente grave em Portugal

Estudo aponta problema estrutural de álcool ao volante em Portugal; dois terços dos condutores com vítimas tinham TAS igual ou superior a 1,20 g/L (crime)

Dentro das localidades, por cada 100 mortes nas primeiras 24 horas ocorrem mais 45 mortes até aos 30 dias após o acidente
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  • Dois terços dos condutores envolvidos em acidentes com vítimas em 2024 tinham TAS igual ou superior a 1,20 g/l, considerado crime (65,4% em 2024).
  • A TAS criminosa aumentou 72,3% entre 2019 e 2024; 58,1% dos infratores detetados em 2024 já estavam no escalão crime.
  • Um terço dos condutores mortos em acidentes apresentava excesso de álcool; 72% dessas vítimas excediam o limiar de 1,20 g/l.
  • Portugal tem o perfil de mortalidade urbana mais elevado da União Europeia, com 55% das mortes a ocorrer em zonas urbanas, acima da média europeia.
  • O relatório prevê que o problema é estrutural e particularmente grave em Portugal, com necessidade de agir principalmente em vias urbanas e rurais, e não apenas nas auto-estradas.

Dois em cada três condutores envolvidos em acidentes com vítimas em 2024 apresentavam TAS igual ou superior a 1,20 g/L, considerado crime, segundo estudo da ANSR. A autoridade descreve o problema como “particularmente grave em Portugal” e vincula-o a um perfil de mortalidade urbano elevado na UE.

Entre 2019 e 2024, a fiscalização aumentou, mas a progressão mais significativa ocorreu no patamar de alcoolemia grave, com +72,3% no escalão igual ou superior a 1,20 g/L. Em 2024, 58,1% dos infratores detetados já estavam nesse escalão de crime.

Um terço dos condutores mortos em acidentes de viação autopsiados em 2024 já apresentava TAS superior ao limite legal (0,5 g/L), e 72% dessas vítimas excediam 1,20 g/L. A conclusão sustenta que o álcool continua a ter peso decisivo nos choques mais graves.

A ANSR acrescenta que o tipo de sinistralidade é predominantemente urbano, com os homens a conduzir sob influência do álcool e veículos ligeiros a dominar os intervenientes. Horários da madrugada e da noite apresentam maior risco operacional.

O relatório analisa também a mortalidade urbana: Portugal tem o perfil de mortalidade urbana mais elevado da UE, com 55% das mortes ocorridas em zonas urbanas, contra 39% na média europeia. O estudo aponta que o peso das zonas urbanas agrava o impacto das vítimas ao longo do tempo.

Em termos de estratégia, o documento sugere que a intervenção se concentre mais nas cidades, com moderação de velocidade e melhoria de infraestruturas pedonais e de mobilidade. Em Espanha, a prioridade é nas vias interurbanas e autoestradas.

No plano nacional, o relatório critica a falta de aprovação formal da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária desde 2022, o que fragiliza a coordenação interinstitucional. Em fevereiro, a ANSR indicou a entrada em consulta pública de um documento com 40 medidas.

A comparação internacional evidencia que, embora Portugal tenha reduzido a mortalidade rodoviária desde 2005, a trajetória ainda não permite convergência com os países mais seguros da UE. Em 2024, Portugal ficou acima da média europeia de mortalidade por milhão de habitantes.

O estudo aponta ainda que o problema é expressivo em várias faixas etárias, não se limitando a condutores jovens. A incidência de acidentes com álcool estende-se por diferentes grupos etários, com expressão de autópsias particularmente relevantes em 2024.

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