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Portugal define prazo até 2030 para reduzir poluição do ar

Portugal tem quatro anos para cumprir metas da UE que reduzem PM10, PM2.5 e NO2 até 2030, com foco em transportes e setores residencial e agrícola

Poluição do ar
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  • Portugal tem até 2030 para reduzir a poluição do ar, em linha com uma nova diretiva europeia que corta pela metade os limites de emissão de alguns poluentes (PM10, PM2.5 e NO2).
  • A diretiva impõe metas mais ambiciosas para reduzir a exposição a poluentes, com quatro anos para preparar a entrada em vigor.
  • Ana Isabel Miranda alertou que é necessário reduzir emissões nos transportes, bem como nos setores residencial e agrícola, para cumprir as metas até 2030.
  • Francisco Ferreira apontou o tráfego automóvel como principal fonte de poluição e criticou políticas nas cidades, destacando Lisboa como exemplo onde o NO2 pode ultrapassar o limite em 2030.
  • A poluição do ar é responsável por cerca de 4.200 mortes prematuras por ano em Portugal, segundo a Zero, e o tema integra o relatório Vision Ambiente 2030 da Agência Portuguesa do Ambiente.

Portugal tem até 2030 para reduzir a poluição do ar, segundo uma diretiva europeia mais ambiciosa. Em debate sobre alterações climáticas, incêndios e qualidade do ar, foi discutida a redução de PM10, PM2.5 e NO2.

Ana Isabel Miranda, engenheira do ambiente e professora da Universidade de Aveiro, alerta para a necessidade de começar já a reduzir emissões nos transportes, nos setores residencial e agrícola. O objetivo é preparar o país para a nova diretiva.

A diretiva fixa metas mais exigentes para a exposição a poluentes. Miranda destacou que a qualidade do ar está ligada à saúde e que a poluição resulta em anos de vida perdidos. O Dia Nacional do Ar foi lembrado no âmbito das discussões.

Trânsito e políticas urbanas

Francisco Ferreira, professor da Universidade Nova e presidente da associação Zero, aponta o tráfego automóvel como uma fonte principal de má qualidade do ar e de ruído. Critica políticas urbanas que, na prática, não reduzem emissões.

Ferreira aponta Lisboa como exemplo negativo, com zonas de emissões reduzidas sem atualização e com NO2 a exceder limites. Em 2030, o objetivo é reduzir o NO2 para metade do valor atual, segundo o painel.

Desafios e mensagens de prudência

O especialista ressalta que não se consegue explicar apenas à população que restrições aos automóveis salvam a saúde. Observa-se resistência à mudança e preocupação com impactos eleitorais.

Zero recorda que, em algumas áreas, as concentrações de poluentes continuam altas devido ao trânsito. A organização adiciona que a poluição do ar provoca mortes prematuras significativas em Portugal.

O evento integrou a apresentação do documento Visão Ambiente 2030: Desafios e Oportunidades, complemento do Relatório do Estado do Ambiente sobre 2025, com 24 artigos de especialistas.

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