- O ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, pediu a reabertura do Estreito de Ormuz o mais depressa possível, após o fracasso das negociações Irão–Estados Unidos.
- Fidan disse que as negociações com o Irão devem realizar-se e que é preciso provar persuasão, para que o estreito seja reaberto rapidamente.
- Ancara manteve contactos com as partes envolvidas ao longo do dia e acompanhou os encontros entre Irão e Estados Unidos em Islamabad.
- O ministro turco reconheceu o risco de impasse sobre o programa nuclear iraniano, principalmente se a questão se reduzir a tudo ou nada no que diz respeito ao enriquecimento de urânio.
- Os Estados Unidos anunciaram o início do bloqueio dos portos do Irão a partir das 15h00 de segunda-feira, após a falta de acordo, num contexto de tensões regionais que afetam o preço do petróleo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, pediu a reabertura do Estreito de Ormuz o mais depressa possível. O apelo ocorreu numa entrevista em direto à agência estatal Anadolu, após o fracasso das negociações entre Irão e Estados Unidos.
Fidan afirmou que as negociações com o Irão devem continuar e que é preciso demonstrar persuasão para desbloquear a situação, destacando que Ormuz deve permanecer aberto. O chefe da diplomacia turca disse ainda que Ancara tem mantido contacto com as partes envolvidas ao longo do dia.
O Governo dos EUA anunciou o início do bloqueio de portos no Estreito de Ormuz a partir das 15h00 de hoje, na sequência do impasse entre Washington e Teerão. O estreito liga os golfos da Arábia e de Omã e é uma via estratégica para o petróleo mundial.
Contexto regional
A guerra no Médio Oriente, desencadeada pela ofensiva liderada pelos EUA e por Israel em 28 de fevereiro, intensificou-se com ataques do Irão e de países da região. As hostilidades entraram em pausa na sexta-feira para negociações em Islamabad, país anfitrião das reuniões entre Irão e EUA.
As negociações interrompidas no domingo de manhã levaram a uma avaliação de risco de impasse, com alerta para impactos económicos e energéticos globais, incluindo subida de preços do petróleo. A área permanece tensa, com esforço internacional para um cessar-fogo sustentado.
Fidan salientou que o Estreito de Ormuz é uma passagem internacional de livre trânsito e que qualquer violação não seria desejável para as partes. Ancara defende o regresso à situação anterior ao conflito, sem custos para atravessagens marítimas.
O ministro turco acrescentou que o estreito não é apenas passagem de energia, destacando que por lá transitam também alimentos e mercadorias destinadas aos países do Golfo, o que reforça a importância de manter a livre circulação.
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