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Inspetora do Fisco admite não compreender negócio do navio Atlântida

Inspetora da Autoridade Tributária questiona uso de empresas em Malta no caso Atlântida, dizendo que rendimentos foram declarados como dividendos, com 100 mil euros em juros

Mário Ferreira nega crimes
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  • Uma inspetora da Autoridade Tributária (AT) prestou depoimento no julgamento em que o empresário Mário Ferreira é acusado de fraude fiscal no negócio do navio Atlântida.
  • A testemunha afirmou não compreender a razão de terem sido criadas empresas em Malta apenas para este negócio, quando, segundo diz, tudo terá sido arquitetado por Mário Ferreira.
  • A inspetora disse que o empresário recebeu as mais‑valias do negócio, cerca de dez milhões de euros, como empréstimos de uma das empresas criadas, mas declarou esses valores à AT como dividendos, pagando os impostos devidos.
  • Segundo a AT, faltam pouco mais de cem mil euros relativos a juros compensatórios, dinheiro que Ferreira contesta.

A inspetora da Autoridade Tributária (AT) que testemunhou hoje no Porto disse aos juízes do Tribunal de São João Novo que não compreende a razão por detrás da criação de empresas em Malta apenas para o negócio do navio Atlântida. A avaliadora afirmou que tudo terá sido arquitetado por Mário Ferreira e que ele acabou por declarar rendimentos ao Fisco, conforme o previsto.

A testemunha explicou que as mais-valias do negócio, estimadas em cerca de 10 milhões de euros, teriam sido recebidas pelo empresário na forma de empréstimos de uma das empresas criadas para o efeito. Seguiu-se a declaração desses valores como dividendos, dentro do prazo, e o pagamento correspondente de impostos ao Fisco português.

A AT sustenta que restam pouco mais de 100 mil euros em juros compensatórios, valor que Ferreira contesta. O julgamento envolve o empresário Mário Ferreira, ligado ao negócio do navio Atlântida, e decorre no Porto, sob a acusação de fraude fiscal relacionada com este empreendimento.

Contexto do julgamento

A intervenção da inspetora centra-se na estrutura societária montada para o Atlântida e na forma como as rendas e as mais-valias foram registadas junto da AT, bem como na alegada incongruência entre a operação executada e as declarações efetuadas. Não houve, nesta fase, declarações adicionais do tribunal ou de outras testemunhas.

Implicações para o caso

Especialistas juristas observam que as declarações da AT podem influenciar a avaliação dos rendimentos declarados pelo empresário. O processo continua para averiguar a existência de eventual fraude fiscal e a responsabilidade de Mário Ferreira no negócio naval. A defesa ainda não apresentou parecer final sobre as acusações.

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