- O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, disse estar disponível para colaborar com o novo Governo húngaro de Péter Magyar na reabertura e restauração do funcionamento do oleoduto Druzhba, estratégico para as exportações russas de petróleo para a Europa de leste.
- Fico sublinhou a importância do Druzhba e pediu uma atuação conjunta entre Eslováquia e Hungria para manter o abastecimento de petróleo na região.
- O chefe do Governo eslovaco afirmou respeitar a decisão do povo húngaro e mostrou-se favorável a reforçar a cooperação no Grupo de Visegrado, incluindo melhorias para minorias étnicas em ambos os países.
- Em Budapeste, Viktor Orbán pediu a Zelensky acelerar as reparações do oleoduto, enquanto a Hungria apreendeu bens do banco estatal ucraniano Oschadbank e condicionou a sua devolução ao desbloqueio da infraestrutura energética, além de bloquear novos pacotes de ajuda à Ucrânia e opor-se a sanções adicionais contra a Rússia.
- Péter Magyar, líder do partido Tisza, afirmou que a Hungria será um forte aliado da União Europeia e da NATO; o parlamento húngaro ficou com 138 lugares para Magyar, 55 para o Fidesz e 6 para Nossa Pátria.
O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, manifestou disponibilidade para colaborar com o novo Governo da Hungria e trabalhar na reabertura do oleoduto Druzhba, após a vitória de Péter Magyar nas legislativas. A mensagem foi publicada esta segunda-feira nas redes sociais.
Fico sublinhou a importância estratégica do Druzhba para as exportações de petróleo russo para a Europa de Leste e defendeu uma atuação conjunta para restaurar o seu funcionamento, afetado pela guerra na Ucrânia. Ressaltou ainda que respeita a decisão do povo húngaro, que afastou 16 anos de governo de Orbán.
O chefe do governo eslovaco reiterou o compromisso de Bratislava com uma relação amigável e mutuamente benéfica com Budapeste, e indicou intenção de reforçar a cooperação no Grupo de Visegrado, nomeadamente em melhorias para as minorias étnicas de ambos os países.
Contexto político e económico
O resultado eleitoral na Hungria consolidou Péter Magyar no comando do país, com o partido Tisza a conquistar 138 lugares, frente a 55 do Fidesz e 6 da formação Nossa Pátria, num parlamento de 199 cadeiras. Magyar prometeu manter a Hungria como aliado da União Europeia e da NATO.
Lukashenko, Presidente da Bielorrússia, felicitou Magyar pela vitória e expressou confiança na continuidade das relações de cooperação entre Minsk e Budapeste. Do lado russo, o Kremlin comunicou disponibilidade para manter contactos pragmáticos com o novo Governo húngaro, afirmando que a Hungria já definiu a sua trajetória.
No que toca à Ucrânia, a Hungria tem desencadeado medidas que afetam o apoio a Kiev, incluindo ações condicionadas à reparação do oleoduto Druzhba e a sanções. Budapeste apreendeu bens do banco estatal ucraniano Oschadbank, condicionando a devolução ao desbloqueio de infraestruturas energéticas.
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