- O Festival de Literatura em Viagem de Matosinhos (LeV) celebra 20 edições, reunindo convidados de várias nacionalidades.
- A escritora Jung Chang, radicada em Londres, participou no evento e conversou com a jornalista Maria João Costa.
- Ela afirmou que conseguiu transformar trauma em memória para falar de acontecimentos dolorosos.
- Durante a conversa, Jung Chang recuou à infância para explicar a origem dos seus livros e raizes históricas.
- Referiu que “ninguém podia questionar Mao” e recordou a humilhação de professores e a perseguição de familiares na China.
Foi em Matosinhos que desembarcou a edição 20 do Festival Literatura em Viagem (LeV). O encontro reuniu convidados de diversas nacionalidades, mantendo a linha de debate sobre viagens, memória e história.
No cartaz, a presença da escritora chinesa Jung Chang, já radicada em Londres, foi destacada com a participação da jornalista Maria João Costa. A conversa, realizada no âmbito do festival, explorou como o trauma pode tornar-se memória e mapa de obras literárias.
O evento ocorreu ao fim de um dos fins de semana do LeV, com atividades que continuam até 19 de julho. A edição de 2024 celebra duas décadas do festival e continua a promover debates entre autores e leitores.
Durante o diálogo, Jung Chang refletiu sobre o período do regime de Mao Zedong, destacando que a aceitação da narrativa oficial impediu questionamentos públicos. A autora explicou que a distorção da realidade afetou a infância de muitos e a vida de familiares.
A engrenagem do encontro, segundo a organização, assenta na ideia de transformar experiências dolorosas em conteúdos literários que possam dialogar com leitores de várias nacionalidades. A entrevista contou com perguntas da imprensa local e internacional.
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