- Morreu Diogo Ramada Curto, aos 66 anos, historiador e atual diretor-geral da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP).
- Foi nomeado para o cargo de diretor-geral da BNP em abril de 2024, em regime de substituição, após a saída de Maria Inês Cordeiro.
- Ex-professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa, com carreira também em instituições como École des Hautes Études en Sciences Sociales, Universitat Autònoma de Barcelona, Brown University, Yale University e Universidade de São Paulo.
- As suas áreas de investigação incluem cultura escrita e intelectual, impérios e colonialismo, cultura política, com publicações sobre globalização, história das ideias políticas e história da leitura.
- Recebeu prémios como o Prémio PEN Clube (ensaio) em 2014 e o Prémio Jabuti (coletivo) em 2015; cofundou séries de investigação e traduziu uma trajetória de diversas obras e projetos.
Diogo Ramada Curto, historiador e diretor da Biblioteca Nacional de Portugal, morreu hoje aos 66 anos. O anúncio foi confirmado pela instituição e confirmado por fontes oficiais. O falecimento ocorreu num momento em que o académico dirigia a BNP.
O Ministério da Cultura, Juventude e Desporto manifestou pesar, destacando a dedicação de Ramada Curto à valorização de uma instituição central da cultura portuguesa e ao pensamento histórico e académico em Portugal.
Nomeado em regime de substituição para o cargo de diretor-geral da BNP em abril de 2024, sucede a Maria Inês Cordeiro, que terminou a comissão de serviço e se aposentou. O líder da BNP assumiu funções com prioridade institucional.
Carreira e contributos
Natural de Lisboa, nasceu em 1959 e foi professor catedrático no Departamento de Estudos Políticos da FCSH-Nova. Licenciou-se em História, doutorou-se em Sociologia Histórica e lecionou em sociologia e história.
Desempenhou funções como professor visitante em instituições de renome, incluindo École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris), Universitat Autònoma de Barcelona, Brown University, Yale University e Universidade de São Paulo.
Entre 2000 e 2008 ocupou a Cátedra Vasco da Gama em História da Expansão Europeia, no Instituto Universitário Europeu, em Florença. A sua investigação incidiu sobre cultura escrita, impérios, colonialismo e política.
Obras, reconhecimentos e contributos editoriais
Publicou dezenas de títulos e artigos sobre globalização, história mundial, escravatura, leitura e livro, com enfoque na Sociologia Histórica. Entre as mais recentes estão Um país em bicos de pés (2023) e O colonialismo português em África (2020).
Recebeu o Prémio PEN Clube de Ensaio (2014) e o Prémio Jabuti (2015, coletivo) pela obra O Brasil colonial. Entre as obras destacadas contam-se políticas coloniais em Angola (2016) e Cultura imperial (2009).
Foi cofundador e diretor da coleção Memória e Sociedade da antiga editora Difel (1988-2005) e de História e Sociedade, nas Edições70. Também coorganizou A Expansão Marítima Portuguesa 1400-1800 (Edições70, 2010).
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