- A AnoZero — Bienal de Coimbra regressa em 2026 com uma programação ambiciosa e participação de artistas como Chantal Akerman, Lina Bo Bardi, Rui Chafes, Forensic Architecture, Nan Goldin, Shilpa Gupta, Adriana Molder, Anarchism and Planning e Ateliermob, entre outros.
- A edição, curada por Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira, tem o tema Segurar, dar, receber, e decorre em vários espaços de Coimbra até 5 de julho, com entrada livre.
- Já foram anunciadas obras e projetos em espaços como Círculo Sereia, Sala da Cidade, Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, Museu da Cidade de Coimbra, Edifício Chiado, Convento São Francisco e Jardim Botânico, entre outros.
- Destaque para o arquivo reconfigurado do grupo Forensic Architecture no Círculo Sereia, que mapeia marcas da guerra e efeitos de conflitos através de técnicas multidisciplinares ligadas à arquitetura; bem como imagens de Adam Broomberg, Rafael Gonzalez e Taysir Batniji sobre Gaza.
- A programação inclui também diaporamas de Nan Goldin na Sala da Cidade, instalações no Mosteiro e no Convento São Francisco, além de obras de Maria Trabulo, Luísa Cunha e outros artistas, com visitas guiadas aos curadores a ocorrer no domingo.
A 6.ª edição da AnoZero — Bienal de Coimbra abre ao público até 5 de Julho, em múltiplos espaços da cidade. O tema central é Segurar, dar, receber, explorado por uma programação que junta artistas e arquitetos a curadores internacionais. Entrada é gratuita.
Entre os nomes confirmados destacam-se Chantal Akerman, Lina Bo Bardi, Rui Chafes, Forensic Architecture, Nan Goldin, Shilpa Gupta, Adriana Molder, Anarchism and Planning e Ateliermob. A curadoria é de Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira.
A abertura ocorreu no fim de semana inaugural, com o cortejo coral Libertas – Da condição de pessoa livre, criado por Vasco Araújo, partindo da Igreja de Santa Cruz. Os trabalhos permanecem expostos em Coimbra até 5 de Julho.
Os espaços distribuídos pela cidade incluem Círculo Sereia, Sala da Cidade, Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, Círculo Sede, Museu da Cidade de Coimbra, Edifício Chiado, Convento São Francisco e Jardim Botânico, entre outros. As obras combinam instalação, vídeo, fotografia e intervenção arquitetónica.
Obras e espaços marcantes
No Círculo Sereia, Forensic Architecture apresenta um arquivo reconfigurado com vídeos de investigação que mapeiam os efeitos da guerra através de métodos multidisciplinares centrados na arquitetura. Fotografias de oliveiras palestinianas de Adam Broomberg e Rafael Gonzalez integram a mostra, associadas a imagens de chaves deslocadas de Taysir Batniji.
No Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, obras de Akerman, Bo Bardi e Chafes coexistem com ateliers interdisciplinares que trabalham o conceito de espaço. As propostas exportam-se para áreas interiores e exteriores, com instalações site-specific.
A Sala da Cidade acolhe a instalação Stendhal Syndrome, de Nan Goldin, um diaporama em vídeo sobre a vertente do que se sente diante de uma beleza avassaladora. No Convento São Francisco está montada uma obra de Maria Trabulo encomendada pela bienal.
Outras frentes da programação
No Edifício Cidade decorre uma exposição coletiva sobre práticas descentralizadas, integrada na linha temática Segurar, dar, receber. O Jardim Botânico recebe uma escultura da artista Luísa Cunha, enquanto o Museu da Cidade abre espaço a um projeto expositivo que recupera a primeira edição da bienal, com participação de Inês Brites.
Várias obras estão distribuídas entre interiores e exteriores, incluindo o espaço expositivo do Mosteiro, onde se pode observar intervenções que questionam o espaço público, a partilha e as redes de apoio. A organização confirma visitas guiadas com curadores para este domingo.
A programação da AnoZero — Bienal de Coimbra permanece com entrada livre, permitindo ao público explorar a cidade sob a leitura de artistas contemporâneos, arquitetos e colaboradores internacionais. JA.C.
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