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MP pede internamento de três anos para menor acusado de matar a mãe em Vagos

Menor de 14 anos enfrenta internamento de três anos em centro educativo, pedido pelo MP no caso de homicídio da mãe em Vagos; acórdão lê-se a 17 de abril

O rapaz de 14 anos está a cumprir a medida cautelar de guarda em centro educativo em regime fechado
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  • O Ministério Público pediu, para um jovem de 14 anos, a aplicação da medida tutelar educativa de internamento em centro educativo, em regime fechado, por três anos, no âmbito de um processo por homicídio qualificado.
  • O julgamento decorre à porta fechada no Tribunal da Família e Menores de Aveiro, com a leitura do acórdão marcada para 17 de abril às 10h00.
  • O menor encontra-se a cumprir a medida cautelar de guarda em centro educativo, em regime fechado, e está a ser julgado por um tribunal coletivo.
  • A audiência terminou sem declarações da advogada de defesa, com a deliberação a ser tomada por maioria, após votação dos juízes sociais e do juiz presidente.
  • O caso remonta a 21 de outubro de 2025, quando Susana Gravato, vereadora da Câmara de Vagos, foi morta em casa; o filho da vereadora foi identificado como único suspeito pouco depois do crime.

O Ministério Público pediu ao Tribunal de Família e Menores de Aveiro a aplicação de internamento em centro educativo, em regime fechado, por três anos, ao menor acusado de homicídio qualificado. O jovem tem 14 anos e está a ser julgado no âmbito de um Processo Tutelar Educativo. A leitura do acórdão está marcada para as 10h00 do dia 17 de Abril.

O julgamento decorre à porta fechada, com exclusão de publicidade, mantendo-se apenas a leitura da decisão como ato público. O menor encontra-se a cumprir uma medida cautelar de guarda em centro educativo, em regime fechado, durante o processo.

A audiência é realizada por um tribunal coletivo, constituído por um juiz de carreira e dois juízes sociais, nomeados para auxiliar juízes de direito em tribunais de família e menores. Ao final, a deliberação é tomada por maioria, com voto dos juízes sociais na fase inicial.

Contexto do caso

O crime data de 21 de Outubro de 2025, quando Susana Gravato, vereadora da Câmara de Vagos, foi baleada na sua residência, na Gafanha da Vagueira, no distrito de Aveiro. A vítima foi encontrada pelo marido, e o óbito foi declarado no local.

A Polícia Judiciária identificou o filho da vereadora como único suspeito pouco depois do sucedido. A audiência judicial atual centra-se no enquadramento do menor em termos de responsabilidade e na aplicação de medidas educativas, com o foco na proteção de menores em conflito com a lei.

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