- O SDR, denominado Volta, pretende reciclar noventa por cento das embalagens abrangidas até 2029, com implementação progressiva no país.
- A partir de sexta-feira, embalagens de bebidas de uso único, de plástico ou metal, até três litros, aceites nas máquinas, que devolvem dez cêntimos após esmagamento.
- Existem duas mil e quinhentas máquinas em funcionamento, mais de oito mil pontos de recolha manual e 48 quiosques para grandes quantidades.
- No lançamento, cidadãos na traseira de centros comerciais mostraram-se positivos, mas alguns consideraram a medida uma imposição ou pouco útil devido ao valor devolvido.
- A fase de transição prolonga-se até 9 de agosto; durante esse período os produtos podem ser vendidos sem o logótipo Volta, e não são aceites pelas máquinas até entrarem plenamente em vigor.
O sistema de reciclagem de embalagens, designado Volta, inicia a sua fase de implementação com o SDR. Este sistema visa recolher embalagens de bebidas de uso único, plástico e metal até três litros, processando-as numa máquina que devolve um reembolso de 10 cêntimos por unidade. O objetivo é alcançar 90% de reciclagem até 2029.
Cidadãos contactados pela Lusa, em centros comerciais da capital, elogiam a utilidade da iniciativa, mas mostram ceticismo sobre a eficiência. Muitos destacam o incentivo monetário como fator motivador para a participação diária.
No ponto de vista dos utilizadores, as máquinas imprimem o reembolso após esmagarem a embalagem. O funcionamento depende de embalagens com o símbolo Volta, inteiras, sem líquidos, com tampa e código de barras legível. Estão previstas 2.500 máquinas distribuídas pelo país.
Alguns residentes dizem que o impacto dependerá da localização e da disponibilidade de pontos de recolha. Também há quem defenda a inclusão de embalagens de vidro no sistema para ampliar a abrangência da reciclagem.
Outros procuraram desvios à proposta, considerando-a uma imposição ou questionando a utilidade prática apenas pelo valor de 10 cêntimos. Mesmo assim, muitos afirmam manter hábitos de separação do lixo já consolidados.
As primeiras máquinas já estão em funcionamento em alguns centros comerciais, como em Colombo, no parque de estacionamento, onde a instalação ocorreu mas ainda não operava na altura da verificação. Em Benfica, centros comerciais vivem a transição entre fases.
A partir de sexta-feira, apenas embalagens com o logótipo Volta, intactas, sem líquidos, com tampa e código de barras, serão aceites nas máquinas existentes. A transição mantém-se até 9 de agosto, altura em que se esperam máquinas plenamente operacionais.
Além das máquinas, o SDR prevê 8.000 pontos de recolha manual e 48 quiosques para grandes quantidades, colocados junto de supermercados. Enquanto as embalagens que entram agora não geram o reembolso, o pagamento direto ao consumidor não é exigido na compra.
O SDR já está implementado noutros países europeus, nomeadamente Alemanha, Áustria e Dinamarca, com volumes de recolha que ultrapassam dezenas de milhares de milhões de embalagens anuais. A iniciativa pretende adaptar-se ao contexto nacional com metas ambiciosas de reciclagem.
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